Sabemos que a água é um recurso fundamental para a vida, também vemos que as cidades se desenvolveram as margens de rios para que deles pudessem usufruir desde o solo fértil e navegação, como distribui&cc
Como recuperamos a vida dos Rios?
A Vida se dá através da visão do espaço em que estamos inseridos.
A proposta parte do conceito de criação da realidade conforme a visão de estado, emoção e bem estar se manifestam. Ao mudarmos a visão sobre um determinado aspecto, todo o demais se transforma.
Partindo do pressuposto que a mudança deve ser interna. Propomos diversas ações estruturais e não estruturais, sendo a segunda as ações que irão "mudar o olhar" sobre o ambiente em questão.
O processo se inicia com uma visão plena, de que todos fazemos parte de um sistema único e integrado, não se separa a natureza das ações humanas, como se a atividade antrópica não dependesse e interferisse no meio ambiente.
Para que tal abordagem encontre êxito, é importante que haja uma interação forte com a comunidade envolvida. Intervir em um ambiente antropizado, mesmo que para melhorar os índices de IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), deve contar com a participação da população local na coautoria das ações, a fim de fomentar o sentimento de pertencimento e de identificação com a paisagem urbana.
Destaca-se a importância de buscar soluções sustentáveis calcadas nas mais modernas premissas de drenagem urbana e saneamento, através de uma análise integrada e multidisciplinar da bacia hidrográfica e seu entorno. Também é importante que sejam previstos:
fiscalização e monitoramento ambiental constantes e eficientes,
educação ambiental contínua junto à população e
efetividade nos planos de uso e regulação do solo urbano.
Ações NÃO Estruturais
Por meio de uma proposta de Infraestrutura Verde Azul é possível promover a retenção e infiltração de águas pluviais urbanas, reduzindo a probabilidade de inundações, além de permitir a retenção de poluentes, o que contribui para a melhoria da qualidade da água nos sistemas hídricos urbanos.
Ações Estruturais
A Trama Infraestrutura Verde e Azul (Consiste em incorporar dispositivos de controle na fonte numa rede de áreas verdes e espaços livres da bacia).
Para o Ribeirão do Steffen propomos o redesenho da paisagem enquanto sistema multifuncional, visando promover a interação entre a sociedade local e o ambiente natural e construído. Reorganizando na escala da Bacia as relações ecológicas, espaciais e sociais.
Este conceito, que chamamos de Trama Verde Azul, vai além do senso comum do paisagismo como técnica exclusivamente artística e estética, pois visa planejar o ambiente urbano de forma a integrar áreas verdes e elementos da paisagem ao ambiente antropizado. Promovendo novos usos, dinâmicas e comportamentos para com os espaços, fundamentais para a re significação sócio-ambiental do território.
A Infraestrutura Verde e Azul propõe intervir no território aumentando seu valor social e ecológico, enquanto as medidas adotadas também promovem a redução da vazão de pico na Bacia.
São os dispositivos de controle na fonte, também conhecidos na literatura por medidas compensatórias, são denominados LID (Low Impact Development).
Os BMP (Best Management Practices) estão mais ligados a medidas não-estruturais, ou seja, trata-se de técnicas de gerenciamento ou de medidas e práticas destinadas a melhorar a qualidade de vida no entorno das águas pluviais.
Enfim, consiste em técnicas que visam não somente o abatimento dos picos de eventos extremos como também a melhoria na qualidade da água, com um enfoque mais ambiental.
É uma tarefa mais próxima de nós do que imaginamos.
Quando Renaturalizar, Recuperar ou Revitalizar?
Ameaças às águas urbanas
3 categorias distintas de cargas poluidoras
A primeira agrupa os impactos gerados pelo lançamento de cargas poluidoras;
A segunda referente ao processo de ocupação das áreas de várzea e da mudança do uso e ocupação do solo na bacia;
A terceira que agrupa os impactos resultantes das intervenções físicas realizadas no corpo d’água, ou seja, canalizações, retificações e o uso de tratamentos artificiais nas margens e fundo.
Requalificação
Qualificação
DESPOLUIÇÃO DAS ÁGUAS
Cargas Pontuais e Cargas Difusas
CARGAS PONTUAIS: controle de efluentes industrias e comerciais e controle de efluentes domésticos
Sistemas Centralizados e Sistemas Descentralizados
ETE RIO VIVO Mulembá, em Vitória/ES
Wetlantec BV Filtros Wetland Construídos
BET Bacia de evapotranspiração
CARGAS DIFUSAS: controle de resíduos sólidos, controle de sedimentos, controle de outras cargas e Controle na microdrenagem
PODE PARECER DIFÍCIL...
MAS NÃO É IMPOSSÍVEL...
O CÉU É NOSSO LIMITE !
Não Estamos SÓS
Três frentes:
com o poder público, cobrando gestores de todos os cargos e lembrando suas responsabilidades – principalmente o fato de que este é um projeto de longo prazo, que não pode ficar preso a uma administração ou mandato.
Com a sociedade, desenvolvendo um trabalho estratégico de comunicação e educação cidadão focado no engajamento e na transformação da relação com os rios.
E com a iniciativa privada, conscientizando e envolvendo empresas em ações de sustentabilidade.
Gratidão!
PROPOSTA DE INFRAESTRUTURA VERDE E AZUL PARA UMA BACIA URBANA EM SÃO PAULO PARA REDUÇÃO DE PICOS DE CHEIA
Juliana C. de Alencar1; Daniela Rizzi2; Lívea Pereira3; Ivna Gadelha Diógenes Vasconcelos4; Thais de A. Goya Peduto 5; Lessandro Morini Trindade6; Vanessa Constansa S. Becker7; Murillo Henrique de Souza8; Ronaldo Gonçalves Madureira9
Este post é a tese. Leituras críticas e sínteses derivadas podem ampliar sua maturidade.