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Artigo Publicado Visual-Espacial REA

Viabilidade para disposição de VLT em Florianópolis como solução econômica

Artigo com foco em projeto de pesquisa apresentado à universidade federal de santa catarina para a disciplina

Já pensou em haver um Veículo Leve sobre Trilhos na sua cidade? Entre os objetivos de pesquisa está a divisão do produto em 4 elementos: vagão, trilho, rolamentos/roda e parte elétrica e por onde circularia na cidade de Florianópolis.

Thiago Santos da Silva • Florianópolis - SC • Visual-Espacial
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Objetivo educacional

Projeto de pesquisa apresentado à Universidade Federal de Santa Catarina para a disciplina de Métodos de Pesquisa I

Conteúdo

Apresentação do tema e do problema 


O que faz uma pessoa utilizar o meio de transporte? 


O meio de transporte é utilizado para tornar mais ágil sua mobilidade, sua locomoção e deslocamento em Florianópolis. Nesta, como em todas as cidades, a sociedade se locomove por meio de automóveis e motocicletas, além de bicicletas. Quanto ao serviço público em deslocamento em Florianópolis fixa somente o modelo BRT que é comumente chamado ônibus. O ônibus por ser um meio de transporte que utiliza as ruas como meio de locomoção, está sujeito às paralisações do fluxo viário. Este trabalho inicia-se questionando a qual público-alvo é destinado o transporte público. Se o sistema BRT é um meio de transporte de massa para dirigir-se ao trabalho, se é destinado a finalidades turísticas ou se é desenvolvido promovendo a integração social. 

 

Análise para inserção de outro sistema de transporte 

Devido ao colapso social gerado através do trânsito, pretendo por meio deste projeto de pesquisa estudar outra modalidade viável para solucionar o problema do transporte. Pois de outra maneira, estaremos sujeitos às disposições dos Senhores do Poder, como diria Raymundo Faoro, em que as frações dominantes ditam como deve ser a nossa sociedade.. 

Outro ponto que devo salientar é sobre uma sociologia prática, uma sociologia de mangas de camisa, como diria Guerreiro Ramos. Nessa sociologia de mangas de camisa, o sociólogo encontra soluções práticas para a sociedade, estuda e analisa as possibilidades de inserir novas práticas que venham a favorecer as minorias. 

Veículo Leve sobre Trilhos, um novo começo 

Veículo leve sobre trilhos (VLT) (em inglês: Light rail), Metrô Leve ou Metropolitano de superfície, é uma espécie de trem/comboio urbano e suburbano de passageiros, cujo equipamento e infraestrutura é tipicamente mais “leve” que a usada normalmente em sistemas metropolitanos ou ferroviários de longo curso, mas mais “pesada” que a do tramway. 

É um sistema de transporte que utiliza o mesmo material rodante que o tranvia, mas que inclui segmentos parcial ou totalmente segregados do tráfego, com carris reservados, vias periféricas e em alguns casos túneis no centro da cidade de características similares às de um caminho de 4 ferro convencional. Tem uma capacidade média de transporte à escala regional e metropolitana, em geral menor que o trem (comboio) e o metrô (metro) e maior que o tranvia. 

O VLT apresenta-se como uma solução para engarrafamentos e trânsito massivo em muitas cidades. Entre suas vantagens estão: 

● Os sistemas de trens (comboios) ligeiros são geralmente mais econômicos de construir que o de trens pesados, dado que a infraestrutura é relativamente menos robusta, as unidades mais baratas e no geral não se requerem os túneis usados na maioria dos sistemas de metrô (metro). 

● Permite percorrer curvas apertadas e pendentes escarpadas, o que além do mais reduz o trabalho de construção. 

● Comparado com os autocarros (ônibus), os sistemas de trens (comboios) ligeiros têm uma capacidade mais alta, contaminam menos, são silenciosos, cômodos e em muitos casos mais rápidos. 

● Comparados com o metrô (metro) poupam energia, visto que não necessitam de iluminação de estações (plataformas e corredores) durante o dia e movem menos massa. 

● Podem-se aproveitar velhas redes de caminho de ferro, quer estejam em serviço quer estejam abandonadas. Um exemplo é o moderno Trem da Costa de Buenos Aires ou o TRAM Metropolitano de Alicante (Espanha), no troço de Luceros a Benidorm. 

● Geralmente são mais silenciosos que os ferrocarris ou os metrôs, e a mitigação do ruído é mais fácil de desenhar. 

● Harmonizam com o ambiente urbano se estiverem bem desenhados e combinam a tecnologia com a natureza. E suas inconveniências seriam: 

● Ao partilhar em parte a superfície com o tráfego rodoviário, são mais propensos a acidentes que outros tipos de caminho de ferro. 

● Alguns trens têm uma relação carga útil / carga transportada pior que os trens (comboios) pesados ou os monocarris, devido a que devem ser desenhados para suportar colisões com automóveis.

 

Diferenças entre os meios de transportes terrestres 

De modo geral, hoje existem três tipos de transportes terrestres sendo cotados para aplicação: o BRT (ônibus), o VLT e o metrô. 

O ônibus apesar de capacitar de 40 a 80 pessoas ainda assim ocupa espaço nas ruas e polui. No entanto seu lado positivo é que ele pode adentrar em toda e qualquer rua que estiver em seu planejamento. E o metrô, apesar de sua segurança, passa a ser inviável devido aos custos em cavar buracos. 

Fonte: Guia Mobilidade Inteligente Volvo. Infografia: Gazeta do Povo.

 

O VLT como solução no meio de transporte

 O metrô de superfície (VLT) é mais agradável que o subterrâneo, pois conta com a luz do dia. O que misturado com as paisagens de Florianópolis faz desse mecanismo um ponto turístico que leva a locais turísticos. O VLT permite o conforto dos usuários devido ao grande espaço na locomotiva. Hoje o VLT tem prioridade no trânsito, então em cada cruzamento, há um sensor de movimento que detecta a presença do trem e bloqueia a circulação dos veículos. O VLT é um meio de transporte ecológico e confortável. Ele é todo envidraçado e permite ver o exterior. As pessoas se sentem mais seguras no VLT que no metrô. 

Um projeto para a cidade de Florianópolis poderia demorar 2 anos e meio. É um meio de transporte que se integraria bem à cidade, colaborando com a infra-estrutura. Em Paris, os engarrafamentos são uma mera lembrança e a paisagem se transformou, como um tapete verde abaixo dos trilhos. Aumentou a qualidade de vida da população e inflacionou o mercado imobiliário. Assim que a linha foi inaugurada, os imóveis deram um salto de 20%. Os especialistas dizem que a área se torna mais valorizada e há mais integração também. 

Em Paris quem fabrica os VLT’s é a francesa Alstom, que são líderes mundiais no ramo. Um trem para 300 pessoas custa em torno de 3 milhões de euros. O investimento inicial é alto e a economia vem a longo prazo. Sendo que o VLT é elétrico e não gasta combustível, porém é possível construir sistema integrado de motor elétrico com motor a diesel. A grande novidade para Florianópolis seria a vista nos morros como ponto turístico da cidade de Florianópolis. O VLT do Ceará foi desenvolvido por uma fábrica na região do Cariri - os VLT dessa fábrica são movidos a óleo diesel. Acredita-se que quanto mais investirmos em trens, metrô e VLT, mais chances teremos de evitar o risco de um colapso na mobilidade urbana. 

O Veículo Leve sobre Trilhos livrou 27 cidades de um colapso no trânsito, inclusive Paris. O VLT de superfície de Paris tem 44m de comprimento e capacidade para 300 pessoas. 3x mais do que um ônibus grande com a vantagem de ser menos barulhento e menos poluente. No Ceará o primeiro leve sobre trilho liga 2 cidades do Sertão do Cariri - é uma experiência que está dando certo. Assim, para solucionar a crise dos transportes de massa, muitas cidades estão optando pelo meio termo. O VLT é uma mistura de ônibus com metrô.

Imagem de VLT

Hipótese:

A estratégia do VLT é reconhecer que o cidadão leva tempo para circular a cidade com o ônibus e com este sistema em Florianópolis, pretende-se circular a ilha e nos terminais haver conexões com os ônibus BRT. Conforme o site www.brmobilidadebs.com.br as integrações em São Paulo do VLT com o BRT tem até 400 metros de distância. Possibilitando ao usuário trafegar com o VLT adicionando um custo de R$ 0,53 na passagem que já foi paga em um tempo determinado de intervalo entre o acesso de um transporte ao outro. Ou seja, o VLT deve ser para o acesso público de todas as classes e não um produto que priva pessoas de classe baixa de sua utilização.

 

O VLT em Florianópolis

Sob este contexto, pretendemos projetar um sistema leve, rápido, público, moderno, barato e eficiente em Florianópolis. Porque possibilita: 

a) A volta à Ilha de Florianópolis em apenas uma passagem; 

b) Deslocamento de norte ao sul em uma única passagem; 

c) Utilizar o Veículo Leve sobre Trilhos para finalidades turísticas; 

d) Transporte de bicicleta no VLT; 

e) Utilização de Wifi durante o passeio; 

f) Mesas para ler, estudar ou utilizar o computador; 

g) Tomadas de energia elétrica e USB para carregar equipamentos eletrônicos durante o passeio; 

h) Deslocamento em ambos sentidos, horário e anti-horário. 


Linhas Ferroviárias

Abaixo segue um mapa ilustrativo respectivamente, de como seriam os trilhos circulares em Florianópolis e dos Terminais de Integração BRT:

A proposta é interligar os sistemas de transporte da cidade. 

Incentivar as cidades a produzir o VLT

Este projeto está sendo elaborado para fins de uma iniciativa alternativa estatal. Tendo em vista sucesso nos empreendimentos em Empresas de Base como feito no governo de Getúlio Vargas, o qual em seus mandato de presidência tiveram ênfase em empresas estatais, e até hoje se faz possível perceber a ressonância de suas atividades. Embora quase todas as empresas estatais foram vendidas para adquirir recursos financeiros, essa prática de criar empresas estatais se assemelha ao cultivo em que se cultiva para suprir suas necessidades. 

Compreendendo a criação de Estatais com finalidade para suprir nossas necessidades, há de convir que uma grande empresa, com altos custos de investimento e centralidade administrativa pode ser um “tiro no pé”. Mas se pensarmos em descentralizar a produção e a administração da fábrica em cidades diferentes, se faz possível angariar a lucratividade para a devida cidade. Pois se fizermos uma produção parcial do trem, como estatal, possibilitará redução de gastos ao mesmo tempo que gera lucro vendendo para outras cidades. Na produção de uma empresa de base em um mecanismo de grande importância nacional, como o VLT. Abre-se possibilidades para a lucratividade das empresas estatais em uma cidade, tendo a lucratividade como um caixa da cidade. 

Acredita-se que em uma disputa de licitações entre Empresa Privada X Empresa Estatal, a Estatal é favorecida no mercado de licitações públicas. Nesse caso de empresa estatal sobre o VLT, a cidade produziria somente uma parte do trem e outras cidades produzem outras partes. Essa hipótese arriscada em produção do VLT é desmembrar o trem em 4 partes: Vagão, Rolamentos, Parte Elétrica e Trilhos. A proposta é visualizar, orçamentar, contabilizar cada parte separadamente. De modo que diferentes cidades possam produzir cada parcela do VLT e lucrar com tal produção gerando um ciclo que é positivo para as cidades que produzem, efetivando também o transporte nacional. 

O autor visa pesquisar as leis que motivam empresas estatais a vender para prefeituras e como funciona este mercado licitatório para empresas estatais. A teoria é de que a cidade invista na fábrica para a produção de um destes 4 módulos de VLT, possibilitando a participação na disputa licitatória, produzindo e distribuindo seus produtos em mercados licitatórios no país. 

Comprar pronto ou produzir?

Para montar uma fábrica de um destes módulos se faz necessário investir certa quantia. O objetivo deste projeto é avaliar quanto há de ser investido na compra de um VLT como da Alstrom citada anteriormente como produtora do produto e quanto necessitaríamos de verba para a criação de uma fábrica de VLT. Após o processo de montagem da fábrica e investimentos necessários para começar a produzir o produto, a renda gerada se volta a pagar os custos dos recursos necessários para o funcionamento da fábrica, que são salários, energia, jurídico, contábil e outros. E o que sobrar vêm como uma poupança financeira para a cidade, que é a lucratividade da empresa estatal. Em teoria, a empresa estatal pode devolver os lucros à sociedade, favorecendo a diminuição dos impostos, ou investir em novos projetos. Se caracterizando como um projeto econômico de sustentabilidade por meio de um sistema de transporte cujo mercado se apresenta receptivo. 

Conforme visto em pesquisa no projeto da Secretaria de Transportes Metropolitanos, foram investigadas superficialmente as necessidades de investimentos de São Paulo e comparada a área em quilômetros quadrados com o projeto estabelecido neste projeto para Florianópolis. Como resultado obtemos uma razão de R$ 855 milhões para 16.100km² em São Paulo (EMTU, p. 13) em função de R$ 70 milhões para uma área de 675 km² em Florianópolis. Obtendo um valor estimado de R$ 70 milhões para o VLT em Florianópolis podemos analisar se o valor poderia ser melhor investido, como por exemplo em fábricas estatais para produção de produtos bases que compõem o Sistema VLT.

É possível construir uma empresa com 15 milhões? 

Mediante a valorização de 70 milhões estipulados em teoria, nos é permitido brincar com números e reduzir 14aaaa

Materiais e recursos

Análise para disposição de VLT em Florianópolis como possibilidade econômica

Projeto de pesquisa apresentado à Universidade Federal de Santa Catarina para a disciplina de Métodos de Pesquisa I

Arquivos
Referências

Veículo Leve sobre Trilhos. 
Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Trem_ligeiro. Acesso em: 22 jun. 2018. 

POLANYI, Karl. A Grande Transformação - as origens de nossa época. Rio de Janeiro, Editora Campus Ltda, 1980. Tradução de Fanny Wrobel. 

Sistema de Veículo Leve sobre Trilhos - VLT da região metropolitana da Baixada Santista - RMBS. 

Apresentação do projeto à Secretaria dos Transportes Metropolitanos ao Governo do Estado de São Paulo. AEAMESP. EMTU 

FAORO, R. Os donos do poder: formação do patronato político brasileiro. Rio de Janeiro: Globo, 1989. 

RAMOS, Guerreiro. O problema nacional do Brasil. Capítulos I, II e VIII 

RIBEIRO, Darcy. O Povo Brasileiro. Companhia de Bolso. 2007 Site: http://www.consorciofenix.com.br/quem-somos acessado em 28 de junho de 2018 

BIRZNEK, Fernando Carvalho. HIGA, Ivanilda. A interação social em Paulo Freire e Vygotsky como referencial teórico na reflexão sobre as interações discursivas na aprendizagem de Física. Em XI Encontro Nacional de Pesquisa em Educação em Ciências – XI ENPEC UFSC. 

FREIRE, P. Conscientização. Tradução de Tiago José Risi Leme. –São Paulo: Cortez, 2016 

Continuidade dialética
Como este conhecimento evolui:
Tese Antítese Síntese

Este post é a tese. Leituras críticas e sínteses derivadas podem ampliar sua maturidade.


Antíteses desta tese

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Metadados do recurso
Requisitos técnicos:
Projeto de pesquisa super introdutório sobre o tema de Veículo Leve sobre Trilhos e Empresas Estatais
Status: Publicado
Score: 100
Maturidade: REA
Apoio de IA: Não