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Plano de estudo Publicado Interpessoal REA

Fichamento - A Utopia

Plano de estudo voltado a apresentar recortes do livro a utopia de thomas more.

A Utopia, livro escrito por Thomas More, apresenta uma ilha, que pode ser interpretada como um sistema fechado, no qual se produz, planta, mora e prospera.

O livro apresenta a base de um falanstério retratado por Charles Fourier com regras e filosofia, éticos e morais.

Thiago Santos da Silva • Florianópolis - SC • Interpessoal • 14/03/2021
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Objetivo educacional

Apresentar recortes do livro A Utopia de Thomas More.

Trilha de estudo

A Utopia - Thomas More

A Utopia, livro escrito por Thomas More, apresenta uma ilha, que pode ser interpretada como um sistema fechado, no qual se produz, planta, mora e prospera.

Na página 29 o autor questiona o valor econômico da paz. Veja que longevidade é o componente do IDH associado à paz.

[p. 29] - “Na verdade, de qualquer maneira que se encare o caso, parece-me inútil, para o bem comum, manter, mesmo na hipótese de uma guerra, que, aliás, só tereis se a quiserdes, um bando tão numeroso de tais ociosos, que, em tempos de paz, se tornam incômodos e briguentos, e a paz bem merece mais atenção que a guerra.”

Questionando as razões econômicas capitalistas do lucro pelos produtores de lã:

[p. 30] - “Embora o número de carneiros aumente dia a dia, nem por isso o preço da lã baixou. A razão disso é o pequeno número de vendedores, pois o comércio da lã encontra-se nas mãos de alguns ricos, a quem nada obriga a vender e a quem apenas agrada negociar com o máximo lucro.

Crítica da educação:

[p. 32] - “Abandonais os jovens, desde tenra idade, a uma educação ociosa e a um contágio progressivo com o vício. Quando chegam à idade adulta dais-lhes severos castigos, em nome do Senhor, pelos mesmos crimes que impunemente cometem desde a infância, que fazeis deles senão ladrões, para seguida os enforcardes?”

Ele fala de como a sociedade acostuma as pessoas como a sociedade condiciona as ações e depois age com coerção, neste fragmento ele citou a forca. No entanto ele mesmo foi decapitado em 1535.

Discutindo a questão do roubo:

[p. 32] - “Entretanto, caro Rafael, sentir-me-ia muito feliz se me explicásseis porque razão pensais que o roubou não merece a morte, ou que outro castigo considerarieis mais útil para a segurança pública. Pois estou certo de que não sois dos que pensam que o roubo deve ser deixado sem castigo. Se a força não consegue impedí-los de roubar, que aconteceria, então, se os criminosos e ladrões tivessem a certeza de que não seriam castigados. Que sanção os deferia então e os impediria de roubar? Que aconteceria se encarassem a suavização do castigo como encorajamento ao crime?’

[p. 33] - “Deus ordenou-nos ‘Não matarás’. E matamos com tanta facilidade porque um homem se apoderou de algumas moedas.”

[p. 39] - “Mas, apesar de tudo isto, não consigo mudar de opinião e continuo a acreditar que, se a isso vos decidísseis, os vossos conselhos na corte de um príncipe seriam de grande utilidade para a república. Para mais, esse sacrifício seria para vós um dever, pois é o dever de todo o bom cidadão. Por isso, Platão afirmou que a humanidade atingirá a felicidade perfeita no dia em que os filósofos forem reis, e os reis, filósofos. Como está longe de nós essa felicidade se os filósofos nem sequer orientam os reis com os seus conselhos.”

Sobre os conflitos nas classes pobres:

[p. 44] - “Pois que o afirmar que a manutenção, e salvaguarda da paz consiste na pobreza do povo é contradito pela evidência. Pois onde se veem mais discussões, pancadarias, lutas e brigas, senão entre os mendigos? Quem deseja mais vivamente uma mudança e alteração do que aqueles a quem não agradam as condições em que vivem? E quem terá mais audácia para tudo resolver, na esperança de ganhar alguma coisa, senão os que nada tem a perder? E se um rei fosse tão desprezado e odiado pelos seus súditos que só conseguisse manter o seu domínio por meio de pilhagens, injustiças, confiscações e mendicidade geral, bem melhor seria para ele que abandonasse o reino em vez de o conservar por estes meios; pois, neste caso, apenas conservava o título e não a majestade real. A dignidade real não está em reinar sobre mendigos, mas sim sobre homens livres e ricos. O mesmo sentimento dominava Fabrício, quando este afirmou que preferia governar ricos a sê-lo ele próprio. E na verdade, viver no prazer e na riqueza, enquanto o povo sofre e se lamenta, é mais digno de um carcereiro que de um rei.”

A fim de refletir se a scoiedade nos prende ou nos liberta. É um debate super atual, como foi explorado por  Jean François Brient em “Da Servidão Moderna”.

Ou seja, uma sociedade que disponibiliza recursos aos mais pobres terá um resultado diferente dos que até hoje conquistamos.  

É perceptível a inspiração platônica.

[p. 47] - “Por exemplo, o direito de propriedade é individual e lá é comum toda a propriedade.”

Numa relação d’a República com os Utopianos.

E o diálogo se estende na tentativa de More de expressar acerca do sistema fechado, avaliado no século XVI como um reino.

[p. 48-49] - Por isso, quando comparo com as nossas as sábias e justas leis dos Utopianos, que, embora em pequeno número, tão bem orientam e tudo tão prosperamente organizam que a virtude é recompensada e estimada, e, apesar de tudo ser propriedade comum, ninguém tem falta de alguma coisa; quando comparo com essas leis as de tantas nações que constantemente multiplicam as suas, que, no entanto, são insuficientes para garantir, distinguir e defender a propriedade de alguém da cobiça de outrem; quando todos se arrogam a posse daquilo que conseguem agarrar. E isso evidencia-se nas múltiplas controvérsias e processos que todos os dias surgem e nunca mais tem fim; quando me entrego a tais pensamentos, sou da opinião de Platão, e não me admiro que ele se recusasse a fazer leis para aqueles que não aceitavam que todos os homens deviam possuir e gozar equitativamente os bens e o conforto.”

[p. 48-49] - “O sábio Platão previra facilmente que o único caminho para conseguir a felicidade de uma comunidade consistia em estabelecer a igualdade de todas as coisas. [...] Por isso, estou plenamente convencido de que não pode haver distribuição equitativa e justa das riquezas, nem felicidade perfeita entre os homens, a menos que a propriedade seja abolida. Enquanto ela continuar recairá sobre a grande maioria e a melhor parte dos homens o inevitável e pesado fardo da miséria e do desespero. Sei que pode esse mal ser um pouco aliviado, mas recuso-me a acreditar que possa ser completamente curado. Pois, se decretasse uma lei que estabelecesse que ninguém podia possuir terras além de uma determinada extensão de solo, o que ninguém poderia possuir uma reserva de dinheiro superior a dada quantia; se se decretasse que nem o rei deveria possuir um poder excessivo, nem os súditos demasiada riqueza e orgulho, e que os cargos não poderiam ser comprados por meio de subornos de ofertas, que não deveriam estar sujeitos a compra e venda, nem trazer tais encargos para os funcionários a ponto de estes se verem obrigados a conseguir o dinheiro por fraude ou rapina, ou que, por meio de ofertas e subornos, sejam dados aos ricos os cargos que deveriam ser entregues aos mais sábios e aptos, então, com tais leis, repito, poderiam ser aliviados e mitigados os males sociais, tal como os doentes incuráveis podem ser mantidos vivos e mitigado o seu sofrimento durante mais uns tempos.”

No mesmo parágrafo sobre a visão sistêmica

“Mas a cura perfeita e o regresso ao estado de saúde, não existe esperança de o conseguir enquanto cada indivíduo for dono absoluto e individual dos bens. Assim, enquanto se cura uma parte do corpo, pioram-se consequentemente todas as outras, de modo que o remédio de um provoca o mal de outrem; pois que nada pode ser dado a alguém se não for tirado a outro.”

Mas e se as pessoas forem preguiçosas?

[p. 50] - “Fala sobre as instituições serem antigas tanto lá quanto cá.

Descrição da sociedade por Rafael Hitlodeu

[p. 55] - “Embora saibam com precisão rigorosa a quantidade de víveres necessária ao consumo de cada cidade ou província, não deixam, contudo, de semear grão e de criar gado, para além desse consumo, partilhando o excedente, com as províncias vizinhas. Quanto às coisas necessárias que não se podem encontrar no campo, vão buscá-las à cidade, sem necessidade de qualquer troca requisitando-as dos magistrados da urbe.”

-Descrição sobre a vida na cidade:

“Semeiam cereais apenas para o pão, pois bebem unicamente vinho feito de uuva, de maçã e de pêra, ou então água pura. Muitas vezes fazem uma bebida de mel ou alcaçuz, que possuem em abundância, misturando-os com a água.”

  • Descrição do uso da água da chuva;

[p. 57] - ”[...] Da nascente partem canalizações de barro que conduzem a água à zona mais baixa da cidade. Onde isso se torna impraticável, recolghem a água da chuva, em grandes cisternas, que lhes são bastante úteis.”

Urbe, derivado de meio urbano.

Na descrição da cidade;

[p. 57] - “[...] As ruas são atraentes e foram convenientemente dispostas e orientadas quer para as necessidades de transporte, quer como proteção para o vento. As casas são belas e bem construídas, formando duas filas contínuas ao longo das ruas, cuja largura é de vinte pés. Nas traseiras das casas, e entre elas, existem vastos jardins. Estas portas não tem fechaduras ou cadeado, bastando um leve empurrão para as abrir ou fechar. Qualquer pessoa aí pode entrar, pois nada há dentro das casas que seja do uso restrito de algum indivíduo. De dez em dez anos mudam de casa, tirando à sorte a que lhes cabe. Têm grandes cuidados com os jardins, em que cultivam a vinha e árvores de fruto, flores e plantas de toda a espécie. Tornam-nos tão agradáveis, tratam-nos com tanta habilidade e gosto que nunca vi em qualquer outro lugar jardins tão belos e cuidados.

[p. 56] - Thomas More afirma que as cidades são bem parecidas, “quem conhece uma conhece todas”

A cidade foi melhorando ao longo dos anos, quando o Rei Utopos imaginou e planejou, aparentemente ele montou as estruturas.

[p. 59] - “A agricultura é a arte comum a todos os utopianos, homens e mulheres, e a atividade em que todos são igualmente peritos e hábeis. São nela instruídos desde a juventude? Aprendendo-a nas escolas, em teoria, e praticando-a nos campos vizinhos da cidade, aonde os levam em passeio e recreação, não só para observarem o trabalho agrícola, como para nela exercitarem as forças físicas.”

Existem outros ofícios além da agricultura para se profissionalizar: lã, linho, pedreiro, ferreiro, carpinteiro, etc.

[p. 60] - “Na maior parte dos casos, os indivíduos são iniciados na profissão paterna, pois habitualmente a ela são predispostos pela natureza. No entanto, se alguém se sentir atraído por outro ofício, entra aditivamente numa família que exerça a profissão que o atrai. Tanto o pai como os magistrados providenciarão para que dê entrada numa família respeitável e honesta. Se um indivíduo, embora tendo já uma profissão, queira aprender outra, é-lhe lícito fazê-lo. Na posse de ambas as profissões, pode escolher a que preferir, a menos que a cidade tenha mais necessidade de uma que da outra.”

Há um cuidado na cidade para que as pessoas não caiam na ociosidade, de maneira que pratiquem suas profissões.

[p. 60] - “Nesta ilha as pessoas trabalham por seis horas diárias [analisar Walden II de Friedrich Burrius Skinner], as pessoas têm liberdade para se alimentar e dormir na hora em que querem, com o cuidado de não se tornar preguiça nem esbanjamento. Mas a proposta é de que se ocupem e empreguem a sua atividade variadamente na arte ou na ciência que mais lhe agrade.”

Na cidade há cursos, até mesmo de madrugada em que podem assistir e se inclinar aos estudos.

[p. 61] - Em Utopia não há, segundo o autor, dados ou jogos de azar, mas um jogo interessante sobre o combate dos vícios e das virtudes, em jeito de batalha, sobre um tabuleiro. Este jogo mostra com clareza a discórdia e a amargura que reina entre os vícios e o seu perfeito acordo e unidade quando se opõem às virtudes. Mostra ainda, os vícios que se opõem a cada uma das virtudes, como as atacam, astuciosamente e por processos indiretos, e a dureza e violência com que as enfrentam em campo aberto. Evidencia este jogo como a virtude resiste ao vício e o domina, como frustra os seus intentos e finalmente como um dos dois partidos alcança a vitória. 

Um livro que retrata algo do mesmo gênero é Walden II do psicólogo comportamental Skinner

Em Walden II, Skinner sugere 4 horas de trabalho e as especifica. Em Utopia, Thomas faz o mesmo para explicar o porque nesta ilha é suficiente trabalhar seis horas.

[p. 61] - Pensareis talvez que são insuficientes para produzir o necessário as seis horas que ocupam no trabalho, e que são frequentes as carências de bens úteis. Mas assim não acontece. Este curto tempo de trabalho é mais do que suficiente para produzir a abundância, e mesmo o excedente de todas as coisas necessárias à subsistência e ao bem-estar. O que facilmente compreendereis se tiverdes em conta a enorme quantidade de ociosos que existem nos outros países. [...]”

[p. 61] - “[...] Descobrireis, em suma, que o número dos que trabalham para prover aos bens necessários à vida do gênero humano é bem menor do que pensáveis. Considerai, agora, como dos poucos que trabalham menos ainda se ocupam em tarefas necessárias e úteis. Já que o dinheiro é o senhor absoluto, uma imensa quantidade de ocupações frívolas e supérfluas se multiplicam, destinando-se apenas a manter o luxo e os prazeres desonestos. [...] Se o mesmo número de trabalhadores que hoje executam a produção de tais bens fosse distribuído pelas reduzidas profissões úteis, de modo a produzir com abundância o que o consumo exige, sem dúvida alguma o preço da mão de obra diminuiria de tal modo que os operários não poderiam viver do seu trabalho. [...].

“Tudo isso é claro e manifesto na Utopia.”

Há também os que foram isentos do trabalho manual para se dedicarem aos estudos.

Todos os trabalhadores realizando suas atividades quando há uma emergência são chamados a realizar outra atividade.

[p. 64] - “O objetivo das instituições sociais é unicamente que o tempo que se poupe, além das ocupações e místeres necessários à comunidade seja aproveitado por todos os cidadãos para se libertarem da escravidão do corpo, cultivando livremente o espírito. Nisto consiste, para os Utopianos, a felicidade da vida.”

[p. 64] - “[...] No entanto, se a população de toda a ilha for excessiva, são escolhidos, em cada cidade, alguns cidadãos, que irão construir uma urbe, com lei própria, no país vizinho, onde os habitantes possuem grandes extensões desabitadas e incultas, recebendo do próprio país indígenas que a eles se queiram juntar e com eles viver. Esta comunidade de vida origina um estilo de vida comum que contribui para o progresso de ambos os povos. De tal maneira se organizam, auxiliados pelas leis da Utopia, que a terra, até aí estéril e desaproveitada, é agora suficiente para ambos os povos.”

Descrição da cidade:

“Cada cidade está dividida em quatro partes ou bairros iguais. No centro de cada um destes bairros há um mercado, com toda a espécie de mercadorias em exposição. Aí se trazem os produtos do trabalho de todas as famílias, a princípio reunidos em certos edifícios, onde são escolhidos e enviados para celeiros ou armazéns especializados. Aí cada chefe de família vai ao mercado buscar o que ele e os seus necessitam e leva-o sem precisar de pagar ou de dar algo em troca, de pedir ou de rogar favor algum. Pois, por que razão lhe seria negada alguma coisa, se a abundância de todos os bens desfaz o receio de que alguém iria pedir mais do que precisava, se não receia que nada lhe falte? [...]”

[p. 65] - “Junto aos mercados de que falei, encontram-se os mercados de alimentos, donde se trazem todo o gênero de legumes e frutos, pão, peixe e carne de toda a espécie de quadrúpedes ou aves selvagens que constituem a alimentação humana. [...]”

[p. 66] - “Dentro do perímetro da cidade, um pouco fora das muralhas, existem quatro grandes hospitais, amplos e espaçosos, que se assemelham a quatro pequenas cidades. [...]”

[p. 66] - “Os hospitais estão tão bem organizados e providos de tudo o que é necessário para o restabelecimento dos doentes, os cuidados assíduos dos médicos mais hábeis são tão carinhosos, que, não sendo ninguém obrigado a utilizá-los contra sua vontade, não há ninguém, no entanto, que, em caso de doença, não prefira tratar-se no hospital a fazê-lo em sua própria casa.”

Há refeitórios comuns em toda rua num palácio, no qual qualquer pessoa pode almoçar ou jantar gratuitamente uma excelente e requintada refeição.

[p. 69] - “Para viajar em Utopia há de se avisar antecipadamente aos sifograntes e traníboros. Nesta viagem, de século XVI, ninguém viaja sozinho e o rei disponibiliza uma carruagem e um servo que guia os bois, levam a carruagem apenas se levam mulheres.”

[p. 69] - “Nesta terra abundante a distribuição é equitativa e ninguém precisa mendigar ou ser pobre.”

[p. 70] - “Assim, toda a ilha é como uma única família. Depois de terem posto em reserva para si próprios uma provisão suficiente, que equivale às necessidades de dois anos, na incerteza do ano seguinte, os excedentes são exportados para outros países: cereais, mel, lã, linho, madeira, materiais de tinturaria, peles, cera, sebo, couro e animais vivos. Um sétimo dessas mercadorias é distribuído aos pobres deste país. O restante é vendido a um preço razoável e médico. Por meio deste negócio ou comércio entram na ilha não só grande quantidade de ouro e prata como também os produtos de que necessitam, principalmente o ferro.  Por desde há longos anos realizarem este comércio, possuem uma quantidade inacreditável destes bens.”

[p. 70] - “É-lhes indiferente, por isso, vender a dinheiro ou a crédito. Ao fazê-lo, nunca confiam nas assinaturas individuais, exigindo a garantia da cidade que os compra, de acordo com as fórmulas legais, e por escrito.  No dia do pagamento, a cidade reabre o reembolso dos devedores particulares; deposita o dinheiro no tesouro comum e põe-no para render até ao momento em que os Utopianos o reclamam, o que quase nunca aconteceu. Como não procuram o lucro, tirá-lo de outrem a quem rende, não tendo eles dele necessidade, parece-lhes uma injustiça.”

[p. 77] - “A natureza leva todos os homens a ajudarem-se mutuamente para viverem felizes. [...]”

[p. 80] - “Os Utopianos distinguem diversas espécies de prazeres, uns referidos ao espírito e outros ao corpo. Incluem nos prazeres do espírito a inteligência e a alegria que advém da contemplação da verdade. Juntam-lhes também a recordação agradável de uma vida vivida na virtude.”

Thomas More se esforça para descrever a relação da comunidade Utopia com os temas de prazer, virtude e felicidade, de maneira a constar que “em parte alguma encontrou povo mais feliz e comunidade mais florescente.(p. 83)”

Esta comunidade se dedicava à aprendizagem, visto ser um grande fator da sua prosperidade. Pois o solo de Utopia não era lá muito bom, todavia eles se empenharam na melhora da qualidade do solo através dos estudos.

 Na exportação, é os utopianos que levam para fora a fim de conhecer o mundo e a navegação.

[p. 86] - “Nunca fazem escravos os prisioneiros apanhados nos campos de batalha, exceto se tiverem sido aprisionados com as armas na mão, nem também são escravos os filhos dos escravos, nem mesmo os escravos de origem estrangeira que fujam para a Utopia.”

[p. 86] - “Punem de preferência com a escravatura os cidadãos que são acusados de grandes crimes ou os condenados à morte de origem estrangeira. Esta última espécie de escravos é muito numerosa entre eles. Pois os utopianos vão buscá-los em quantidade no exterior, comprando-os a baixo preço ou obtendo-os de graça, o que normalmente acontece. [...]”

[p. 90] - Os utopianos “possuem apenas um número muito restrito de leis, pois, para um povo tão instruído como os utopianos, e com tais instituições, poucas leis são necessárias. Desaprovam principalmente nos outros povos o número interminável de leis e comentários sobre as mesmas, e que esses povos consideram ainda insuficientes.

[crítica da constituição {sistema de leis}]

Thomas More fala como se a tudo soubesse no mesmo momento em que a América estava sendo “descoberta” pelos portugueses. O incrível é que suas palavras fazem sentido.

  • Da guerra

A paixão pelo dinheiro cega os homens

  • Na luta os guerreiros de Utopia não utilizam espadas e sim machados.
  • Constroem máquinas de guerra.
  • Sobre as religiões

Existem várias religiões em Utopia

Há adoradores de lua, sol, de um deus como a natureza.

O maior Deus venerado é Mitra (deus romano)

Em Utopia “todo cidadão tem liberdade de consciência e escolha para acreditar no que quiser”.

“Choram os doentes e não os mortos”.

“Os mortos visitam seus amigos depois da morte”.

Thomas More tem uma visão afiada sobre a vida, apesar de decapitado morreu com honra, pois já escrevia em seu tratado.

[p. 104] - “Desprezam, porém, a ociosidade, acreditando que a felicidade extraterrena se alcança com trabalhos e serviços prestados aos outros.”

[p. 105] - Já naquela época se falava de não comer carne, ou de até não se alimentar de nada com princípio animal.

[p. 110] - “Em Utopia nada é particular, o bem comum é considerado com o maior cuidado.”

[p. 111] - “Deus me perdoe, não vejo senão uma enorme conspiração dos ricos para alcançarem seu próprio bem, apoderam-se e abusam do serviço dos pobres, pela paga mais mesquinha possível.

Os utopianos baniram completamente o uso do dinheiro, cortando pela raiz grande quantidade de males e pesares.

[p. 112] - “Pois quem “ignora que a fraude, o roubo, a rapina, as rixas, os tumultos, as lutas, os assassínios, os envenenamentos, todos esses crimes vingados diariamente, mas não refreados pelo castigo, desapareceriam no momento em que o dinheiro desaparecesse. E que mesmo o medo, o pesar, os cuidados, as dores, as vigílias, pereceriam no mesmo instante? E a própria pobreza, se o dinheiro não existisse, diminuiria e acabaria por se extinguir.

  • Pesquisar sobre epicurismo.. Os estoicos

A utopia consistui expressão do desejo de reforma de toda a vida social, política e religiosa dos europeus do século XVI, época de profunda renovação.

Pesquisar “a nova atlântida”, Francis Bacon.

“A cidade do sol”, Tommaso Campanella

O autor descreve uma sociedade comunista ideal

A ordem social em Utopia baseia-se na família e prevê o trabalho de todos, exceto de um pequeno grupo de homens que têm por tarefa o estudo.

O modelo da Utopia foi, evidentemente, a república ideal de Platão, numa visão renascentista.

[p. 119] - “Para abolir a ideia de propriedade individual e absoluta, os utopianos trocam de casa a cada dez anos e tiram a sorte da que lhes deve caber nas periódicas partilhas. No centro de cada quarteirão das cidades encontra-se um mercado de coisas necessárias à subsistência, onde são depositados os diferentes produtos de todas as famílias. Cada pai de família vai procurar nos mercados tudo de que necessita para os seus, dele não se exigindo qualquer espécie de pagamento, seja em dinheiro, seja em outras mercadorias. Jamais se recusa alguma coisa aos pais de família, porque todos tiram apenas o necessário para a sobrevivência. Estando seguros de que nada lhes faltará, não desenvolvem os instintos de cupidez, tão comuns entre os europeus.”

“Um mapa do mundo em que não aparece o país Utopia não merece ser guardado.”

  • Oscar Wilde

[p. 121] - “Utopia é toda proposta ideal de organização da sociedade em que, por meio de novas condições econômicas, políticas e sociais, se pretende alcançar um estado de satisfação geral. Nesse sentido, a utopia é a contrapartida para o futuro do mito de uma idade áurea, que teria existido em um passado remoto. Comum a essas duas projeções é a oposição teóirica às instituições sociais vigentes. Segundo Karl Mannheim, autor de Ideologie und Utopie (1929; ideologia e utopia), “utopias são ideias inspiradoras das classes em rebelião e ascensão, em oposição às ideologias que racionalizar e estratificam o pensamento das classes dominantes.”

A palavra “utopia” significa “em lugar nenhum”.

Charles Fourier: 1829: o novo mundo industrial e societário

A abolição da classe burguesa e sua substituição por falanstérios

Karl Marx Refutou as ideias de Fourier e seus discípulos e substituiu o socialismo utópico pelo socialismo científico.

1891: notícias de parte alguma (william morris)

1888: Olhando para trás (Edward Bellamy)

Antiutopia (distopias): 

  • A viagem de Gulliver;
  • Brave New World;
  • 1984.
Referências

MORE, Thomas. A Utopia. Martin Claret. 2000

Continuidade dialética
Como este conhecimento evolui:
Tese Antítese Síntese

Este post é a tese. Leituras críticas e sínteses derivadas podem ampliar sua maturidade.


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Tipo de documento: Recurso Educacional
Formato: Fichamento textual
Requisitos técnicos:
Interesse em aprender
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Apoio de IA: Não