Apresentar o tema.
1- Introdução
Sabe-se que Hernán Cortéz chegou na América Central em 1519 e facilmente obteve o ouro fornecido pelos Maias. Estudos indicam que os maias não tenham surgido da América, mas sim atravessado o Estreito de Bering. Ainda se sabe muito pouco sobre a religião das culturas mesoamericanas, isso se deve às poucas pesquisas desta natureza que aparecem na literatura. Os Maias como civilização apareceram na história 3.000 anos depois do auge das construções do Egito Antigo e abandonaram seus principais centros por volta de 850 d.C., depois de 600 anos de intensa atividade. Relacionado com esse abandono permanecem enigmas sobre o significado dos hieróglifos, das datas matemáticas, astronômicas e os calendários deixados por eles, sendo que o calendário pode fornecer pistas de onde eles vieram. Os Maias calcularam a extensão da volta da Terra ao redor do Sol até três casas decimais e o fizeram sem instrumentos de precisão. Tinham calendários dos ciclos de lunação e dos eclipses. Mais do que estes cálculos, eles mantinham calendários que registravam as revoluções sinódicas e as sincronizações dos ciclos de Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno (ARGUELLES, 1995). Para administrar este cálculo, foi concebido um sistema simples e engenhoso – tendo por base o número 20 – reduzindo-se ao emprego de três símbolos: o ponto para a unidade, a barra para o cinco e um signo em forma de concha equivalente a “zero”, ou ausência de valor.

“É inquestionável que os maias representam uma das grandes florescências da civilização no planeta Terra. Espalhados pelas florestas do Yucatán e nas terras montanhosas da atual Guatemala, existe um número extraordinário de cidades antigas e de templos. Elevadas pirâmides escalonadas, praças minuciosamente planejadas e centros cerimoniais são ricamente adornados com pedras esculpidas cobertas de inscrições hieroglíficas.” José Argüelles – Fator Maia – pg. 20
2. A Contagem do Tempo Maia
Entretanto, um dos mistérios da contagem deles circunda sobre um personagem responsável pelo calendário maia, ele é “K’inich Janaab’ Pakal”, que é mais conhecido como Pacal Votan. Um homem que nasceu em Xochicalco viveu no México entre 603 d.C. até 683 d.C., e reinou em Palenque (região situada no território de Chiapas no sul do México e fronteira com a Guatemala) desde os seus 12 anos. Em Palenque, no México, foi descoberto o seu túmulo, em 19472 – o único túmulo em pirâmide, no México, de estilo egípcio. Uma gama de pesquisadores tem feito o paralelo entre os conceitos culturais ocidentais, sustentando que os maias se organizaram, religiosamente, sob um âmbito politeísta. Sendo mais uma característica próxima aos egípcios e sumérios. Apesar de polêmica, a visão da religiosidade fundamentada em diversos deuses começa a ser revista no final do século XX por arqueólogos. No túmulo de Pacal consta uma imagem peculiar:

“O que é preciso é estrutura mental adequada para examinar essas pistas. O colapso da estrutura mental atual poderá permitir a leitura dessas pistas e suas consequentes conclusões – conclusões que podem de certa forma desviar o caminho da transformação.”
Dr. José Argüelles
Esta civilização criou dois calendários: um calendário ritual de 260 dias divididos em 13 grupos de 20 dias; e um calendário solar de 365 dias mais uma fração, comportando 18 grupos de 20 dias mais cinco dias adicionais, geralmente considerados nefastos. Em que os dias de cada um desses calendários permutam-se de forma cíclica segundo uma ordem cíclica e no qual os dois calendários se encontravam no ponto de partida a cada 52 anos, quando recomeçava o ciclo. Recentemente, em 2012, houveram reportagens e questionamentos a respeito do fim do calendário maia. No entanto, e em uma pesquisa foi descoberto que o que aconteceu foi o reinício de um grande ciclo chamado Baktun.
O grande ciclo rumou para o décimo terceiro Baktun no dia 21 de dezembro de 2012, selando a entrada do 13º Baktun na contagem maia. Visto que o calendário maia é contado em ciclos de 144.000 dias equivalente a um “Baktun” (1.0.0.0.0), sendo que em 21/12/2012 recomeçou um novo ciclo - 13.0.0.0.0. Sucedendo que a variação de 1 “Baktun” equivale a 20 “katun” (0.20.0.0.0), e este vale 20 “tun” (0.0.20.0.0) e cada “tun” equivale a 18 “vinal” (0.0.0.18.0) e cada “vinal” equivale a 20 “kins” (0.0.0.0.20). Um dia equivale a 1 kin.
Esta civilização criou dois calendários: um calendário ritual de 260 dias divididos em 13 grupos de 20 dias; e um calendário solar de 365 dias mais uma fração, comportando 18 grupos de 20 dias mais cinco dias adicionais, geralmente considerados nefastos. Em que os dias de cada um desses calendários permutam-se de forma cíclica segundo uma ordem cíclica e no qual os dois calendários se encontravam no ponto de partida a cada 52 anos, quando recomeçava o ciclo. Recentemente, em 2012, houveram reportagens e questionamentos a respeito do fim do calendário maia. No entanto, e em uma pesquisa foi descoberto que o que aconteceu foi o reinício de um grande ciclo chamado Baktun.
O grande ciclo rumou para o décimo terceiro Baktun no dia 21 de dezembro de 2012, selando a entrada do 13º Baktun na contagem maia. Visto que o calendário maia é contado em ciclos de 144.000 dias equivalente a um “Baktun” (1.0.0.0.0), sendo que em 21/12/2012 recomeçou um novo ciclo - 13.0.0.0.0. Sucedendo que a variação de 1 “Baktun” equivale a 20 “katun” (0.20.0.0.0), e este vale 20 “tun” (0.0.20.0.0) e cada “tun” equivale a 18 “vinal” (0.0.0.18.0) e cada “vinal” equivale a 20 “kins” (0.0.0.0.20). Um dia equivale a 1 kin.
1 Kin = 1 dia
1 Vinal = 20 dias
1 Tun = 360 dias
1 Katun = 7.200 dias
1 Baktun = 144.000 dias
20 de dezembro de 2012 = 12.19.19.17.19
21 de dezembro de 2012 = 13.0.0.0.0
Portanto, cada “baktun” equivale a 400 “tun” (20 “katun” vezes 20 “tun”). São ciclos menores dentro de ciclos maiores, assim como a nossa medida de tempo: anos, meses, dias, horas, minutos e segundos. Sendo que com os 3 símbolos eles gerenciavam os números tempo a partir de um grande ciclo de 5.125 anos que iniciou em 13 de agosto de 3113 a.C. e foi até 21 de dezembro de 2012 d.C., isto é, o calendário maia tem um princípio. Para tanto, é interessante investigar os principais acontecimentos no planeta Terra dentro desta contagem:
18 de setembro de 1618 = 12.0.0.0.0
Descartes, Materialismo Científico, Dinastia Ching, Newton, Música Barroca, Revolução Industrial, Revolução Francesa, Romantismo Europeu, Imperialismo, Eletricidade, Revolução Russa, Guerras Mundiais, Hiroshima, Tecnologia Nuclear e Espacial, Psicologia, Regeneração da Terra;
15 de junho de 1224 = 11.0.0.0.0
Estilo Gótico na Europa, Mongóis, Kublai Khan, Maiapan, Astecas, Peste Negra, Incas, Mughal na Índia, Turcos Otomanos, Dinastia Ming, Queda de Constantinopla, Imprensa, Conquista da América, Exploração Europeia, Rainha Elizabeth, Galileu, Kepler;
13 de março de 830 = 10.0.0.0.0
Vikings, Zimbabwe, Anasaki, Rússia / Kiev, Dinastia Sung, Budismo no Tibete, Cruzadas, Angkok Wat, I’Fe, Maias, Ascensão dos Toltecas, Topiltzin, Quetzalcoatl, Ce Acatl, Xochicalco, Chimu, Japão Heiano;
9 de dezembro de 435 = 9.0.0.0.0
A Guerra de Roma, Bizancio, Ascensão dos Clássicos Maias, Budismo no Japão, Tikal, Papa Gregório, Maomé, Palenque, Pacal Votan, Copan, Escada Hieroglífica, Expansão do Islã, Dinastia T’ang, Cultura do Mississipi, Bagdá, Padmashambhava, Carlos Magno;
5 de setembro de 41 d.C. = 8.0.0.0.0
Império Romano, Teotihuacan, Nazca, Invasões Germânicas, Moche, Fim da Dinastia Han, Tiahuanaco, Constantino, Budismo na China, Dinastia Gupta na Índia;
3 de junho de 354 a.C. = 7.0.0.0.0
Alexandre, Celtas, Asoka, Expansão do Budismo, Zapotecas, Dinastia Ch’in, Huang Ti, Maias, Han, Teotihuacan, Ascensão de Roma, A Grande Muralha da China, Júlio Cesar, Cristo;
28 de fevereiro de 748 a.C. = 6.0.0.0.0
Gregos, Kuchitas, Nínive, Pitágoras, Reconstrução da Babilônia, Lao Tsé, Império Persa, Buda, Monte Alban, Confúcio, Platão, Chuang Tsé, Zoroastro, Bantu – África Ocidental, Guerra do Peloponeso, Aristóteles;
26 de novembro de 1143 a.C = 5.0.0.0.0
Rei Wen, Dinastia Chou, China, Rei Davi, Jerusalém, Védica, La Venta, Assírios, Ferro, Armas e Máquinas de Guerra;
23 de agosto de 1537 a.C. = 4.0.0.0.0 Dinastia Chang na China, Akhenaton, Império Hitita, Terremoto de Tera, Olmecas, Chavin, Jade, Tutancâmon, Ramsés, Assíria, Vedas, Fenícios, Micênicos;
21 de maio de 1932 a.C. = 3.0.0.0.0
Ur, Abraão, Creta, Egito: Rainha, Vale dos Reis, Cavalos, Ásia Central, Império Egípcio, Os Árias Invadem a Índia;
16 de fevereiro de 2325 a.C. = 2.0.0.0.0
Sargão, Babilônia, Carro de Guerra no Egito, Império do Meio, Zigurates, Bronze, Tecnologia, Menuhotep, Código de Leis de Ur e Namu, Hamurabi;
13 de novembro de 2720 a.C. = 1.0.0.0.0
Zoser, Calendário Egípcio, A Grande Pirâmide de Gizé, Acádios, Ur, Harapa, Civilização na Índia, Pirâmides, Textos;
13 de agosto de 3113 a.C. = 0.0.0.0.0
Uruk, Menés, Kilns, Suméria Unificada, Antigo Império Egípcio, Hieroglífos, Cuneiformes, Stonehenge, Gilgamesh.
2. Associando com o Oriente Médio
A maneira como contamos o tempo na atualidade difere da contagem maia. Nessa exposição podemos perceber que a contagem do tempo pelos maias retoma à Era de Touro, no início da civilização no planeta Terra, ou ao tempo em que o tempo começou a ser contado. Este dado pode nos levar diretamente para o Oriente Médio, pois é possível perceber que as civilizações existentes no momento de início da contagem eram a Suméria e o Antigo Egito – nesse momento o sistema religioso da Suméria tinha um panteão composto dos deuses: Anu, Ninharsag, Enlil, Enki, Ninurta, Ningishzidda, Innana, Marduk, Ninlil, entre outros. Enquanto o Egito era guiado por outro panteão de Deuses: Ptah (associado a Enki), Thoth (associado a Ningishzidda), Amun-Rá (associado a Marduk), Hórus, Osíris, Isis, Seth, entre outros. Havendo associações dos deuses entre as duas culturas, segundo o Livro Perdido de Enki.
Este livro conta com 12 tabuletas e foi encontrado na biblioteca de Nippur, por trás de uma parede falsa os arqueólogos encontraram 20.000 tabuletas. Zecharia Sitchin traduziu as 12 tabuletas oportunizando conexões entre os deuses das antigas culturas.
A citação seguinte refere-se a décima primeira tabuleta. No pós-dilúvio, na Era de Leão, dias após a catástrofe mundial:
“Mais uma vez viajou à terra montanhosa além dos oceanos.
Daquele lugar, ao outro lado da Terra, enviou palavras assombrosas:
A avalanche de águas produziu profundos cortes nas montanhas,
Nas encostas, ouro incontável, em pepitas grandes e pequenas,
Caem rios abaixo, pode-se recolher ouro sem ter que minerá-lo!
Enlil e Enki foram apressadamente à distante terra montanhosa, com surpresa viram a descoberta.
Ouro, ouro puro, sem precisar de refino nem de fundição, estava por toda parte!
É um milagre! Assim lhe disse Enki a Enlil.
O que Nibiru causou, Nibiru corrigiu! A mão invisível do Criador de Tudo permite a vida em Nibiru! Assim disse Enlil.
Agora, quem recolherá as pepitas, como as enviarão a Nibiru?
Perguntaram-se entre si os líderes.
Para a primeira pergunta, Ninurta tinha uma resposta:
Nas altas terras montanhosas neste lado da Terra, sobreviveram alguns Terrestres!
São descendentes de Ka-in, sabem como manipular os metais;
Quatro irmãos e quatro irmãs são seus líderes em metade de um grande lago.
Lembram-se de mim como protetor de seus antepassados, chamam-me o Grande Protetor!
Ao saber que outros terrestres haviam sobrevivido, os líderes tiveram esperança,
Nem sequer se enfureceu Enlil, que tinha planejado o fim de toda carne.
É a vontade do Criador de Tudo!
Eles disseram uns aos outros.
Agora, que se estabeleça um novo Lugar dos Carros Celestiais, enviemos dali o ouro a Nibiru!
Procuraram uma nova planície que estivesse seca e endurecida, Próximo ao Lugar de Aterrissagem, em uma península desolada, encontraram essa planície.
Era lisa como um lago quieto, rodeada de montanhas brancas.”
(SITCHIN, 2015, p.191)
Segundo o Livro de Enki, a estadia dos Deuses no planeta Terra era devido à busca de um recurso natural chamado ouro. E devido ao dilúvio ficaram impossibilitados momentaneamente de coletar o ouro na região do Oriente Médio. As linhas acima demonstram o momento em que os deuses Sumérios encontram tribos viventes além do oceano e até citam um grande lago e um plator, que nos leva a imaginar o Lago Titicaca e o Plator de Nazca, ambos no Peru.
O panorama que Zecharia Sitchin apresenta é de um panteão de deuses como tronco inicial das civilizações planetárias, responsáveis pela criação do ser humano como espécie e pelo cultivo inicial destas civilizações feitas para a captação do ouro. O Livro de Enki traduzido por Zecharia Sitchin diz que o povo das américas é remanescente da tribo de Ka-in (caim bíblico). E que após o assassinato de seu irmão Abael, a tribo de Ka-in foi exilada do Oriente Médio, tendo seguido em direção às índias subindo para a China, Mongólia e atravessado o Estreito de Bering.
O estreito de Bering é o local que apontam onde povos, do que hoje é conhecida como Rússia, cruzaram em direção ao que seria hoje denominado Alaska. Visto que os Nganasans têm características semelhantes aos mongóis, provenientes da Mongólia (no Oriente). E estes, por sua vez, semelhantes aos Inuítes (tribo localizada no Alaska, norte do Canadá e Groenlândia). Segundo a exposição de grandes ciclos e seus acontecimentos nos 12 Baktuns, é possível imaginar a difusão que acontece das culturas humanas partindo de um princípio. Esta difusão remete-se a expansão do ser humano para todas as direções possíveis e que a civilização mais antiga foi expandindo para todas as direções a partir da região da Mesopotâmia, no Oriente Médio.

O processo do Difusionismo caracteriza-se por uma expansão no espaço bidimensional ao longo do tempo. Que no decorrer dos anos o ser humano, com seus pés, foi ocupando novos espaços e se apropriando das terras. O Difusionismo3 é a teoria que trata da difusão de culturas e tecnologias, particularmente na história antiga. A teoria sustenta que uma determinada inovação foi iniciada numa cultura específica, para só então ser difundida de várias maneiras a partir deste ponto inicial. Dessa maneira, esta é a teoria mais aceita pela comunidade científica a respeito de onde vieram os Maias - a partir da travessia do Estreito de Bering. Não significando que os Maias atravessaram o Estreito, mas que seus ascendentes podem ter feito isto através da navegação ou mesmo caminhando acima do gelo que havia na região. Sendo que a distância entre as duas pontas do estreito é de 70 km, com uma ilha no meio do caminho. Distanciando a Rússia em 35 quilômetros de água seguindo de uma ilha e posteriores 35 quilômetros até os Estados Unidos. Porém, antes de chegar ao Estreito de Bering, o ser humano passou por outros locais e seus hábitos, assim como os mitos, foram deixados para trás como rastros. Segundo a teoria difusionista, os orientais saíram do Extremo Oriente em sentido ao Alaska e posteriormente descendo o Canadá desbravando novos horizontes, levando consigo seus conhecimentos. Estes conhecimentos eram passados de pai para filho e que ao longo do tempo se perderam, restando apenas os mitos representando-os. Sendo assim, supõe-se que os Maias, assim como os Astecas, Inca, Olmecas, Toltecas, Hopi, Tupi, Inuítes, entre outros surgiram por meio desta travessia. E que isso é uma possível explicação sobre a semelhança da estrutura facial de todos estes e confirmar sua semelhança com a estrutura facial dos orientais. Por isso, pode ser que os orientais tenham cruzado o Estreito de Bering.
“O dogma antropológico corrente diz que os maias faziam parte de um grande grupo de ameríndios que cruzou o Estreito de Bering durante a última Era Glacial, há cerca de 12.000 anos, e que finalmente estabeleceu-se no que é agora a América Central.” – José Argüelles
Mesopotâmia > Índia > China > Rússia > Estreito de Bering > América do Norte > América Central > América do Sul
Sitchin aponta em suas traduções de tabuletas sumérias a possibilidade de alguns “deuses”, como Enlil e Ninurta, terem migrado para o México e Peru na finalidade de coordenar a captação do ouro, visto que após o Dilúvio a captação estava praticamente impossibilitada nas áreas do Oriente Médio. Enquanto que no México haviam algumas tribos, e, devido aos tremores, o ouro aparecia em pepitas grandes e pequenas nas encostas após as tormentas causadas na Era de Leão. Quetzalcóatl, dessa maneira foi relacionado por Sitchin como Ninurta, primogênito de Enlil.
“A terra pertence aos terrestres, utilizou-nos para preservá-los e para lhes fazer avançar! Se essa for nossa missão aqui, atuemos de acordo com isso! Assim disse Enki. Os grandes anunnakis que decretam as Sortes intercambiaram conselhos no referente às terras: Os Grandes anunnakis decidiram criar regiões civilizadas, para nelas conceder conhecimentos à humanidade; Fundar Cidades do Homem, criar nelas recintos sagrados como morada para os anunnakis; Estabelecer a realeza na Terra, como em Nibiru, dar coroa e cetro a um homem escolhido; Transmitir por meio dele a palavra dos anunnakis ao povo, fazer cumprir o trabalho e a destreza; Estabelecer nos recintos sagrados um sacerdócio, para servir e dar culto aos anunnakis como senhores nobres. Ensinar os conhecimentos secretos, transmitir a civilização à humanidade. Os anunnakis resolveram criar quatro regiões, três para a humanidade, uma proibida: Estabelecer a primeira região na antiga terra do Edin, sob o domínio de Enlil e seus filhos; Prosseguir com a segunda região na Terra dos Dois Estreitos, para que Enki e seus filhos a governassem; A terceira região concedeu a Inanna em uma terra distante, para que não se mesclasse com as outras duas; A quarta região, consagrada só para os anunnakis, seria a península do Lugar dos Carros.” (SITCHIN, 2015, p.220)
Na citação acima é possível perceber como foram traçados os planos para as civilizações, e que elas pretendiam ser entregues aos seres humanos, para que gerenciassem por eles mesmos. A partir de reis que foram escolhidos para governar, assim os deuses poderiam transmitir aos reis as suas palavras. E também estabelecendo sacerdócios (religiões) para dar continuidade nos cultos aos deuses e serem transmitidos os conhecimentos secretos. As últimas linhas abordam a divisão do planeta em quatro domínios e os deuses que governariam os setores, por associação, o calendário Maia também divide a terra em quatro tribos: Branco, Azul, Amarelo e Vermelho. A tribo branca é referente à Europa, a tribo azul é referente à Àfrica, a tribo amarela referente à Índia e Ásia e a tribo vermelha é referente às Américas. No Livro Perdido de Enki são citados os deuses e suas localidades: a região do Oriente Médio e deveria ser dominada por Enlil e seus filhos. O Egito seria do domínio de Enki e seus filhos (conhecidos no Egito como Ptah, Amon-Rá, Thoth, Osíris, Isis, Hórus, Seth, etc.) e as terras de Innana (Povos Ários) Mas que a última região segundo os textos, seria a região proibida.
Conclusão:
“Para comemorar a visita de Anu, introduziu-se uma nova conta do passo do tempo: Por anos da Terra, não pelos Shars de Nibiru, se contaria o que acontecesse na Terra. Na Era de Touro, dedicada a Enlil, começou a conta de anos da Terra. Quando os líderes retornaram ao Edin, o lugar da primeira região civilizada, Os anunnakis ensinaram aos terrestres como fazer tijolos com o barro, para com eles construir cidades. Mas onde uma vez só se levantaram as cidades dos anunnakis, levantavam-se agora cidades tanto para eles como para os terrestres, Nas novas cidades se consagraram recintos sagrados para os grandes anunnakis, Nelas, proporcionou aos anunnakis nobres moradas, as quais a humanidade chamou Templos; Neles, servia-se e se dava culto aos anunnakis como Senhores Nobres [...]” (SITCHIN, 2015, p.223)
Por fim, acredita-se que a contagem do Calendário Maia, como mencionado anteriormente, está associada a Era de Touro, como menciona também esta passagem sobre o início da contagem do tempo na Era de Touro. Rememorando uma conexão entre as antigas culturas Maia e Suméria por intermédio do deus Ninurta, filho de Enlil.
Referências:
Difusionismo: correntes antropológicas do século XIX – encontrado em: www.ensaioenotas.com/2016/07/23/difusionismo-correntes-antropologicas-do-seculo-xix/ em 11/10/2016
NAVARRO, Alexandre Guida. Quetzalcóatl e a Arqueologia: uma proposta para a identificação da natureza do culto na Mesoamérica pré-hispânica durante o Clássico Final (700-950 d.C.). Belo Horizonte: Anais Eletrônicos do V Encontro da ANPHLAC, 2000.
SITCHIN, Zecharia. 12º Planeta: Uma nova e assombrosa chave para decifrar a origem do homem e do universo. Best Seller, 1978, São Paulo.
SITCHIN, Zecharia. O Livro de Enki: Memórias e Profecias de um Deus Extraterrestre. Madras, 2015, São Paulo.
10
GENDROP, Paul. A Civilização Maia. Zahar, 2005, Rio de Janeiro.
ARGÜELLES, José. O Fator Maia: Um Caminho Além da Tecnologia. Cultrix, 1995, São Paulo.
WALKER, C.B.F. Lendo o Passado: O Cuneiforme. Melhoramentos, 1996, Edusp, São Paulo.
ROAF, Michael. Cultural Atlas of Mesopotamia. Folio, 2006, Rambla de Catalunya, Barcelona.
HUBER, Siegfried. O Segredo dos Incas. 2ª Edição, Editora Itatiaia, Belo Horizonte, 1961.
Este post é a tese. Leituras críticas e sínteses derivadas podem ampliar sua maturidade.