O projeto oferece inúmeros benefícios para a comuidade.
Não se aprende somente na escola, ao envolver as pessoas com o projeto, aumentamos a participação popular no ambiente em que est&at
Devido a uma nova visão abrangente sobre a cidade e em decorrência do descaso dos agente públicos na solução dos problemas referentes aos nossos cursos d´águas, um grupo de pessoas unidas pelo objetivo comum de melhorar a vida dos outros seres através da Permacultura, de Técnicas de Baixo Impacto e da União, estes profissionais disponibilizam seus talentos, unindo-se com o propósito de Recuperar, Revitalizar e Renaturalizar Rios, córregos, ribeirões e nascentes. Segundo Alencar, Juliana
(https://paineira.usp.br/aun/index.php/2017/05/17/manejo-do-corpo-de-agua-nas-regioes-urbanas-exige-analises-economicas-e-sociais/):
Renaturalizar um rio é devolver a ele suas características originais partindo das condições em que ele se encontra. Para esse processo seriam necessárias ações como a desapropriação da várzea e descanalização do rio para que ele volte a meandrar (irregularidades no curso de água). Devido a isso, Juliana considera que renaturalização não é a melhor opção de manejo para um rio urbano.
Revitalizar, por sua vez, engloba análises muito mais complexas, explica a pesquisadora. Trata-se de pegar um o curso d’água que está cheio de impactos e trazê-lo para uma condição de harmonia com a paisagem e equilíbrio. Dentro de um contexto urbano, Juliana pontua que a revitalização é uma técnica muito mais viável, já que propõe transformar um rio degradado de forma que a população possa interagir e garanta a qualidade da água.
A recuperação foi o tema abordado por Juliana em seu mestrado, o que a possibilitou destrinchar melhor devido às experiências vividas. Ao analisar a literatura nacional e internacional, ela notou que tal processo fica muito restrito a recuperação da qualidade da água isto é, foca-se muito no manejo direto do corpo d’água (tirar o lixo, coletar o esgoto e outras medidas) e não se pensa em melhorar a bacia ou em interagir a população.
Por meio de uma proposta de Trama Verde-Azul, é possível promover a retenção e infiltração de águas pluviais urbanas, reduzindo a probabilidade de que a poluição difusa chegue aos cursos d'água, melhorando a qualidade da água e diminuindo a possibilidade de pontos de alagamento. O projeto se baseia no uso de LID (Low Impact Development) e de MP (Best Management Practices), que são hoje uma tendência mundial, em contraponto às técnicas convencionais e higienistas.
A Proposta pode abranger um,dois ou três cenários diferentes???, caracterizados através de levantamento de dados específicos e consequentemente o levantamento de parâmetros, como: número de casas ribeirinhas, qualidade da água, número de empresas no seu entorno, etc. a serem definidos.
O objetivo desse projeto é trazer à sociedade a valorização e importância de se preservar e/ou recuperar as características naturais dos cursos d'águas em áreas urbanas, e peri-urbanas, buscando um desenvolvimento urbano inclusivo, equitativo e sustentável. Fazendo com que a população perceba o valor do equilíbrio ambiental proporcionado pela presença da água, conhecendo seu entorno e suas nascentes.
“O alcance dos objetivos deste projeto depende do envolvimento dos diferentes atores, da sociedade civil, do setor privado e do governo e deve ser implementado a partir de abordagens integradas que coloquem o cidadão no centro do processo.” (Plano Diretor de Desenvolvimento Integrado da Região Metropolitana de Belo Horizonte – PDDI-RMBH)
- Ações Pré-execução:
- /Busca de parcerias
- Reuniões
- Constituição da equipe
- Definir os facilitadores de cada área
Ações iniciais:
- Identificação da quantidade de pessoas que serão atendidas diretamente pelo projeto (envolvidos diretamente nas atividades desenvolvidas), ou seja, que participarão das atividades desenvolvidas pelo projeto. (especificar a faixa etária dos participantes, inclusive diferenciando a idade de crianças e adolescentes em faixas específicas).
- Identificação de grupos vulneráveis como públicos prioritários a serem trabalhados pelos projetos. (Mulheres, Negros, Pessoas com Deficiência, Comunidades Tradicionais, Povos Indígenas, Crianças e Adolescentes Jovens (15-29 anos) )
- Identificação das nascentes, córregos, localizadas na microbacia do Rio do Cedro.
- Identificar escolas/universidades próximas.
- Identificar pontos viciados de RS (Resíduos Sólidos).
- Identificar indústrias e afins na localidade.
- Identificar grupos, associações, grêmios ou outros grupos locais.
Ações intermediárias:
- Palestras, incluindo articuladores locais
Encontros com a comunidade para buscar o entendimento da população sobre o tema e compartilhar com eles nossas ideias de intervenção, criando um lugar de fala, dando voz à comunidade, buscando sempre uma comunicação simples, que chegue ao entendimento de todos.
Ações finais, como:
Intervenções, construção de sistemas de coleta de RS e de saneamento, acessíveis e eficazes, buscando o objetivo de resíduo zero.
- Formação de líderes na comunidade
- Ações Permanentes
- Fiscalização
- Empoderamento
- Educação constante
O projeto vislumbra encontrar na comunidade pessoas, com perfil de liderança que devem ser capacitadas e ter acesso a um canal direto com o SAMAE, Autarquia de Tratamento e distribuição de água do município de Brusque e FUNDEMA, Fundação Municipal de Meio Ambiente serão os “Defensores das Águas”.
Segundo Rogério Sepúlveda, presidente do CBH Rio das Velhas:
"O envolvimento da população é condição essencial para o êxito de projetos que pretendam recuperar a qualidade ambiental de nossos cursos d’água e proporcionar a melhoria da qualidade de vida".
O DIAGNÓSTICO
Seguindo esta linha de raciocínio, pensamos em seguir "nadando contra a corrente", e subir os ribeirões até suas nascentes percorrendo o leito e margens. Neste percurso se fará o levantamento fotográfico, in loco e aéreo e em vídeo, dos aspectos físicos e sociais, assim como um levantamento de possíveis áreas de risco, pela defesa civil. Também se fará um levantamento das nascentes e cachoeiras da região.
COMUNICAÇÃO
Pré-Projeto
Será exposta para a comunidade em questão, as imagens obtidas e feita pesquisa por questionário:
- O que você faria para limpar o rio?
- O que você faria se o rio fosse limpo?
Durante
De posse desse material, reúne-se a comunidade local e acadêmica para apresentação, onde serão identificados possíveis agentes colaboradores locais.
Pós-Projeto
Campanhas na comunidades de forma termitente e constante, utilizando-se atores locais.
O PROGNÓSTICO
Um trabalho socioambiental deve ser desenvolvido nas áreas contempladas, com oficinas interventivas, palestras, limpeza do leito e margens, plantio de árvores, construção de bacias de evapotranspiração, jardins de chuva e demais ações necessárias a serem definidas em cada caso.
BENEFÍCIOS ESPERADOS
- Melhoria da Qualidade de Vida de toda comunidade;
- Melhora a integração entre as pessoas e seu meio ambiente;
- Melhoria na qualidade da água.
- Impacto positivo junto à comunidade.
- Redução e minimização de resíduos e rejeitos no leito dos ribeirões;
- Proteção das nascentes
- Recuperação e conservação das matas ciliares (APP's)
- Incentivo ao consumo consciente e economia solidária.
Por que executar o projeto?
Vamos descrever aqui a situação atual do contexto a ser trabalhado e as mudanças que se esperamos promover.
É importante que justificar e contextualizar a criação do projeto, demonstrando sua compreensão das realidades geográfica, política, organizacional e ambiental de onde o projeto será inserido, bem como as características demográficas e socioeconômicas da população da área do projeto.
CARACTERIZAÇÃO DA REALIDADE SOCIOAMBIENTAL
BRUSQUE-SC
Área - 283,45 km⊃2;
População Estimada (2017) 128.818 pessoas
População no último Censo (2010) 105.503 pessoas
Bioma - Mata Atlântica
Posicionamento Geográfico - porção nordeste de SC
Limites:
- Norte: Gaspar e Itajaí
- Sul: Nova Trento e Canelinha
- Leste: Itajaí e Camboriú
- Oeste: Guabiruba e Botuverá
Aqui vamos falar da realidade socioambiental em que nós pretendemos atuar e a situação na qual o projeto pretende intervir, ou seja, os problemas prioritários a serem enfrentados.
BACIA DO RIO ITAJAI-MIRIM
Assim o projeto visa mudar o olhar da população e minimizar fatores de poluição nos corpos hídricos, melhorar a qualidade de vida dos moradores ribeirinhos (em casos onde a remoção não for possível), evitando o foco de doenças transmissíveis, através de implementação de técnicas de saneamento. Chamar a atenção da população para o ribeirão, aquele que passa atrás da casa, que muitas vezes é considerado o vilão das cheias, mas que é essencialmente um curso de vida e desenvolvimento. Desde a antiguidade as nações se estabeleceram às margens dos rios e não foi diferente com os colonos que chegavam ao Vale. Mas a luta entre o bem eo mal sempre permeou a relação de amor e ódio da população com o rio.
Conhecida como a Cidade dos Tecidos, teve muitas fábricas têxteis e tinturarias se estabelecendo ao longo dos rios e ribeirões; acompanhada por administrações sem interesse socioambiental, e castigada diversas vezes por enchentes e tendo sua economia abalada a cada evento, o rio teve na década de 80 seu leito retificado. Os estudos para apontar as medidas que pudessem corrigir os entraves do desenvolvimento econômico do vale do Itajaí resultaram apenas num projeto de controle de cheias. Os demais aspectos, como repensar a ocupação das várzeas e a degradação dos cursos d'água, foram aos poucos sendo abandonados. Além da retificação do rio Itajaí-Mirim, um canal extravasor foi construído em Brusque entre os anos de 1998 e 2006.
Grande parte do município é abastecido com água potável captada diretamente do Rio Itajaí Mirim e em pequenas estações de tratamento. O sistema de abastecimento de água do município de Brusque é composto pelo sistema central (Estação de Tratamento de Água Central – ETA Central) e 7 (sete) microssistemas, sendo eles:
- Cedro Alto (Ribeirão do Mafra)
- Zantão
- Santa Luzia
- Limeira
- Volta Grande
- Dom Joaquim
- Bateas
O Rio Itajaí - Mirim é o principal rio que drena o Município de Brusque e têm como seus principais afluentes, neste território municipal, os rios: Bateas, Águas Claras, Cedro, Peterstrasse, Guabiruba e Limeira.
3.1.1 Quem somos nós
Qual o perfil demográfico e socioeconômico dos participantes do projeto?
3.2 IMPORTÂNCIA / RELEVÂNCIA DO PROJETO
O projeto de Trama Verde e Azul para a Bacia do Itajaí Mirim, propõe o redesenho da paisagem enquanto um sistema multifuncional que promove a interação entre a sociedade local e o ambiente natural e construído, reorganizando na escala da Bacia as relações ecológicas, espaciais e sociais. (A SOCIEDADE E O MEIO AMBIENTE, Lucio Dalfovo Junior)
Ao se conectar as Unidades de Conservação, Parques Lineares, corredores viários verdes, espaços verdes públicos como praças e áreas livres como estacionamentos, a fim de proporcionar o controle de cheias e da poluição difusa da Bacia perante a promoção de uma maior integração do homem com a natureza, todo um processo de quebra de paradigmas se inicia na sociedade envolvida.
Trata-se de uma abordagem integradora da paisagem urbana, na qual uma nova geração de infraestruturas verdes é proposta, não apenas com foco em seu funcionamento técnico, mas também de modo a agregar outros valores tais como o aumento das áreas de recreação e de contemplação, o aumento da mobilidade urbana, a recarga de aquíferos, a regulação microclimática, entre outros.
Ao se retirar poluição difusa, lançamento direto de efluente doméstico, criar espaços de criadouro do bioma aquático, entre outras ações estruturais, a capacidade de renovação do corpo hidrico se dá de forma gradual e constante.
A falta de uma visão plena, de que todos fazemos parte de um sistema único e integrado, separa a natureza das ações humanas, como se a atividade antrópica não dependesse e interferisse no meio ambiente. Para que tal abordagem encontre êxito, é importante que sejam previstos fiscalização e monitoramento ambiental constantes e eficientes, educação ambiental contínua junto à população e à prefeitura a efetividade nos planos de uso e regulação do solo urbano.
Intervir em um ambiente antropizado, mesmo que para melhorar os índices de IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), deve contar com a participação da população local na coautoria das ações, a fim de fomentar o sentimento de pertencimento e de identificação com a paisagem urbana. Destaca-se a importância de buscar soluções sustentáveis calcadas nas mais modernas premissas de drenagem urbana e saneamento, através de uma análise integrada e multidisciplinar da bacia hidrográfica e seu entorno.
A sociedade que buscamos envolve todos os seres do espaço em que somos inseridos e o rio é a veia que alimenta, interliga e nutre uma comunidade sadia.
rio Bom é rio Limpo
Momentos diversos, de coleta de dados, convivência e comprometimento com a Agenda 2030.
PROPOSTA DE INFRAESTRUTURA VERDE E AZUL PARA UMA BACIA URBANA EM SÃO PAULO PARA REDUÇÃO DE PICOS DE CHEIA, Juliana C. de Alencar; Daniela Rizzi; Vanessa Constansa S. Becker; Lívea Pereira; Ivna Gadelha Diógenes Vasconcelos; Thais de A. Goya Peduto ; Lessandro Morini Trindade; Murillo Henrique de Souza; Ronaldo Gonçalves Madureira
A SOCIEDADE E O MEIO AMBIENTE, Lucio Dalfovo Junior
BILL MOLLISON, INTRODUÇÃO À PERMACULTURA, Traduzido para o português por Cássio P. Octaviani, um voluntário
Rogério Sepúlveda, presidente do CBH Rio das Velhas, https://cbhvelhas.org.br
Plano Diretor de Desenvolvimento Integrado da Região Metropolitana de Belo Horizonte – PDDI-RMBH
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Este post é a tese. Leituras críticas e sínteses derivadas podem ampliar sua maturidade.