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Artigo Publicado Interpessoal Inicial

À espera de uma cura: Racionalização e Humanização

Artigo com foco em trabalho de conclusão de curso em ciências sociais

Este trabalho tem como objetivo analisar os conceitos de racionalização e humanização no contexto de um Hospital público do município de Florianópolis/SC. Fez-se uma etnografia no período de doze semanas e como resultado final da pesquisa, pondera-se a estreita relação entre esses dois conceitos.

Lucas Ferreira • Interpessoal • 02/04/2010
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Objetivo educacional

Trabalho de conclusão de curso em Ciências Sociais

Conteúdo

Este trabalho tem como objetivo analisar os conceitos de racionalização e humanização no contexto de um Hospital público do município de Florianópolis/SC. Fez-se uma etnografia no período de doze semanas e como resultado final da pesquisa, pondera-se a estreita relação entre esses dois conceitos.

Estive, na condição de acompanhante, no Hospital Universitário e no Hospital Governador Celso Ramos – os dois localizados no município de Florianópolis – ao lado de meu primo e de minha mãe, cada qual em um hospital, respectivamente. Ambos foram acometidos por doenças crônicas: no caso, câncer. A convivência diária no ambiente hospitalar antes e durante minha graduação no curso de Ciências Sociais aumentou meu interesse nas peculiaridades daquele ambiente – ora tão instigante, ora tão contundente.

Para trabalhar com o conceito de racionalização, utilizei a teoria de Max Weber como aporte teórico. A racionalização, sem dúvida, caracteriza-se por uma destruição dos saberes concorrentes em relação ao real, uma aniquilação do mais valioso para os outros e uma afirmação do mais valioso para o “meu”. Ela é o apogeu do homem moderno, branco, ocidental, anglo-saxão como o desenvolvido, bonito e respeitável espécime de homo sapiens.

No entanto, a racionalização muito fora criticada desde o romantismo, com suas reminiscências artificiais de um tempo no qual o homem era um só para com o seu meio. Um não- momento em um não-lugar no qual (ah, Rousseau!) estávamos de acordo com a nossa verdadeira essência, sendo que a ciência e a tecnologia nos houveram separado e iludido desta nobre origem.

O autor deste estudo não compartilha, nem de longe, dessa visão. “A natureza acabou” escreverá Novalis – e eis, em síntese, o que penso. Preciso começar este trabalho a partir desta perspectiva. Nego, categoricamente, uma dicotomia homem X razão, humanidade X racionalidade ou racionalização X humanização ou natureza X cultura. Tratar estes temas como dicotomias não será mais frutífero do que relevar qualquer outra das falsas dicotomias derrubadas ao longo do século precedente.

Dessa forma, tomo aqui o título “à espera de uma cura: racionalização e humanização em um hospital público de Florianópolis/SC” como um estudo sobre dois conceitos que não estão, exatamente, em oposição. Estarei refletindo com você, leitor, sobre os limites e as possibilidades de uma política pública dentro de um contexto que possui sua própria política, sua própria normatização do cotidiano.

Materiais e recursos
Referências

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Este post é a tese. Leituras críticas e sínteses derivadas podem ampliar sua maturidade.


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