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Rede de Aprendizagem - Desenvolvimento Endógeno em Tempos de Globalização

Desenvolvimento Endógeno em Tempos de Globalização

Resumo
Article Economia  desenvolvimento  endógeno  Brasil. 

Fichamento dos capítulos 1, 2 e 3 do livro Desenvolvimento Endógeno em Tempos de Globalização, escrito por Antonio Vázquez Barquero. Este documento contém apresentação em PDF.

Objetivo educacional

Produzido por Thiago Santos da Silva para a disciplina de Docência Orientada pelo Programa de Pós-Graduação em Economia e Desenvolvimento com o professor Adriano José Pereira.

Formato do Recurso
PDF e textual
Requisitos técnicos
Interesse em aprendizagem sobre Economia e Desenvolvimento
Conteúdo

Desenvolvimento Endógeno em Tempos de Globalização, livro escrito por Antonio Vásquez Barquero e publicado em 2001.

 

Prefácio

O livro é resultado de cursos e palestras ministrados na América Latina e Europa nos anos 90 sobre desenvolvimento endógeno.

No presente, as empresas são mais flexíveis e integradas nos territórios.

Instrumentos de política econômica local, que são interessantes para OCDE, OiT, CEPAL, BID e Comissão da União Europeia.

  • Políticas de desenvolvimento regional e local.

[p. 10] - O desenvolvimento econômico endógeno “encara o desenvolvimento econômico como sendo resultante da aplicação do conhecimento aos processos produtivos e da utilização das economias externas geradas nos sistemas produtivos e nas cidades, o que resulta em rendimentos crescentes e, portanto, em crescimento econômico. Os processos de desenvolvimento ocorrem em função do uso do potencial e excedente gerados localmente e, às vezes, podem contar também com recursos externos. Mas, em última análise, são as iniciativas e o controle exercido pelos atores locais e a sociedade civil, através de suas respostas estratégicas, que contribuem para os processos de transformação de cidades e regiões.

Dinâmicas e as transformações econômicas

[p. 11] - “trata dos mecanismos que influenciam os processos de acumulação de capital e demonstra que os processos de inovação, o desenvolvimento empresarial, a formação de redes, o desenvolvimento urbano e a dinâmica institucional são mecanismos que explicam a acumulação de capital. [...]”

Esses fatores produzem um efeito sinérgico capaz de condicionar o crescimento e o progresso de cidades, regiões e países.

As políticas e os instrumentos para o desenvolvimento local estimulam tais processos e capacitam as cidades a responderem aos desafios impostos pelo aumento da concorrência e pela globalização.

O livro também destaca:

  • As iniciativas que permitem manter e melhorar a qualificação dos recursos humanos (mediante formação específica), e;
  • As que asseguram a difusão das inovações e do conhecimento;
  • As que tornam possível o desenvolvimento sustentável de cidades e regiões;
  • As que tem relação com a organização do desenvolvimento - isto é, com a criação e o fortalecimento de redes de empresas;
  • E as que estipulam a dinâmica institucional e, contribuem para a formação de alianças visando à cooperação entre atores econômicos, políticos e institucionais e ao estabelecimento de novos compromissos envolvendo autoridades locais, regionais e centrais.

Introdução

Globalização e Desenvolvimento Endógeno

[p. 13] - Na globalização, “o Estado cede seu papel de protagonista e sua liderança às empresas inovadores (geralmente multinacionais), ao mesmo tempo em que as novas tecnologias de informação, os transportes e as comunicações fortalecem o funcionamento das organizações e a sua interação.”

A globalização “pode ser considerada como um aumento da concorrência nos mercados, que levam à continuidade dos ajustes do sistema produtivo de países, regiões e cidades mergulhadas na globalização”.

Na visão de Barquero, as empresas não competem de forma isolada, mas crescem com o entorno produtivo e institucional de que fazem parte, esse processo estimula a formação de uma nova organização do sistema de cidades e regiões, de acordo com a nova divisão internacional do trabalho.

Nesse contexto, as inovações introduzidas contribuíram com a organização da produção e surgiram novos espaços produtivos.

A questão do desenvolvimento endógeno é um instrumento para análise e ação das transformações econômicas, organizacionais, tecnológicas e institucionais.

A Globalização, Um Novo Paradigma

(o que viria depois do paradigma da globalização?

[p. 14] - O que define a globalização?

O desenvolvimento da economia global e dos mercados, a internacionalização do sistema produtivo e dos mercados, a redução do papel econômico do Estado e a liderança das empresas multinacionais.

Os mecanismos que institucionalizaram a globalização, expansão dos lucros ao máximo, foram a União Europeia, Acordo de Livre Comércio da América do Norte, Mercado Comum do CONESUL e a associação para a Cooperação na Asia Meridional.

Visões diferentes sobre a globalização; sua importância dinâmica e consequências:

[p. 14] - Dabat (2000) identifica cinco grandes linhas interpretativas: 

A globalização como um mundo sem fronteiras (Ohmae, 1990; 1995); 
A globalização como uma fantasia afastada da realidade (Veseth, 1998;Wade, 1996); 

A globalização como a forma assumida pelo liberalismo na atualidade (Fukuyama, 1992);

A globalização como a internacionalização ou a mundialização (Oman, 1994; Ferrer, 1996; Chesnais, 1994); 
E a globalização como um processo histórico (Castells, 1996; Scott, 1998; Waterman, 1998).

[p. 14] - Barquero afirma que ao longo de uma década, se vem assistindo ao fortalecimento das relações econômicas, políticas e institucionais entre os países, o que pode levar à formação de um sistema global.

A redução dos custos de produção e das trocas se constitui como um dos fatores responsáveis pela aceleração do processo de globalização, (Globalização, 1996); bem como as mudanças nas políticas econômicas e comerciais, que generalizaram a liberalização dos mercados de bens, serviços e fatores. As multinacionais tiram proveito das oportunidades de localização viabilizadas pela integração de transportes e comunicações.

Para Ferrer (1996), o fenômeno da globalização está associada às trocas internacionais de bens e serviços e à internacionalização do capital e da produção. Mas o cerne se constitui pela internacionalização dos mercados e da produção estar ligada à informação e ao uso das novas tecnologias, diferenciando-se das experiências anteriores, vinculadas á busca de matérias-primas ou de novos mercados (Omam, 1994).

Este processo se fortalece por novas formas de organização da produção, através da formação e do desenvolvimento de sistemas de empresas e de alianças estratégicas internacionais, que permite a criação de redes globais.

[p. 15] - Na visão de Ugarteche (1997), a globalização precede uma nova ordem internacional e uma nova ordem internacional do trabalho, caracterizada pela liberalização dos mercados e a privatização de boa parte das empresas públicas, que abriram suas economias ao capital internacional e cujos sistemas produtivos estão cada vez mais integrados internacionalmente.

Os países que não aceitarem as regras da livre concorrência e abrissem suas economias aos mercados internacionais estariam excluídas deste processo de globalização (Ohmae, 1990).

[p. 15] - A globalização está relacionada a uma função dos fatores de atração de cada território, porque a dinâmica econômica e o ajuste produtivo dependem das decisões sobre investimento e localização tomadas pelos atores econômicos.

Relação com crescimento endógeno

“As empresas competem nos mercados juntamente com o entorno produtivo e institucional de que fazem parte. É por isso que se pode falar de competição entre cidades e regiões e do fato de a divisão internacional do trabalho ser um fenômeno urbano e regional. A melhoria da produtividade e da competitividade das cidades depende da introdução de inovações nas empresas, da flexibilidade e organização nas grandes empresas e a externalização dos sistemas de produção permitiram melhorar a produtividade e a competitividade das cidades e regiões urbanas inovadoras (Scott, 1998).

Castells (1996) afirma que a economia global é policêntrica, e portanto, assimétrica. Isso é diferente do velho paradigma centro-periferia.

“Num mundo cada vez mais globalizado, há cidades e regiões que são ganhadoras e outras que são perdedoras (Benko, Lipietz, 1992), de acordo com sua dotação de recursos humanos e naturais e sua integração na economia global, independentemente do fato de pertencerem a um norte ou a um sul predefinidos.”

Aumento da Concorrência e Crescimento Econômico

[p. 16] - O processo de globalização atingiu sua plenitude na metade dos anos 90, embora tenha se iniciado nos anos 70 a partir da revolução tecnológica e da informação que possibilitaram novas formas de regulação da economia e da sociedade nos países desenvolvidos e nos em desenvolvimento. Aí começou a se definir um novo ciclo econômico de longo prazo (Future, 1999).

A globalização é caracterizada por um aumento da concorrência nos mercados, que coloca novas necessidades e novas demandas de serviços para as empresas e economias locais. (Welfens et al., 1999)

Sobre função de produção:

[p. 17] - “A questão central da dinâmica e da mudança estrutural das economias locais e regionais está em identificar os processos de acumulação de capital que impulsionam o desenvolvimento econômico. Buscando saber como abordar o problema dos rendimentos decrescentes que levaria ao estado estacionário.” (Barro, Sala-i-martin, 1995)

“Na metade dos anos 50, Solow (1956) e Swan (1956) propuseram a função de produção como elemento central do modelo de crescimento econômico. No qual a expansão da produtividade e da renda per capita se dá em função do progresso tecnológico, que ocorre de forma exógena, e do aumento da relação capital/trabalho.”

[p. 17-18] - Há duas limitações nesta teoria, a primeira é de que o crescimento econômico é determinado por um fator externo ao modelo. E a segunda é de que segundo Nelson (1995), o modelo é mecânico e irreal, já que os agentes econômicos não agem de maneira predeterminada, de modo que o resultado de suas decisões leva, sempre e necessariamente, ao equilíbrio do sistema.

[p. 18] - A moderna teoria do crescimento econômico (ROMER, 1986; Lucas, 1988; Rebelo, 1991) representa um passo adiante na resposta a essa questão, já que encara a lei dos rendimentos decrescentes como apenas uma das alternativas de funcionamento do processo de crescimento econômico.

[p. 18] - O processo de crescimento econômico pode ter continuidade no longo prazo, uma vez que os investimentos em bens de capital e capital humano são capazes de gerar rendimentyos crescentes na medida em que as economias se expandem graças à difusão das inovações e do conhecimento entre as empresas e à criação de economias externas.

Barquero afirma que os modelos neoclássicos são demasiadamente mecânicos e inapropriados para capturar a complexidade da realidade econômica.

A proposta do trabalho de Barquero é identificar os mecanismos do desenvolvimento econômico em um mundo de transformações econômicas, organizacionais, tecnológicas, políticas e institucionais.

Requer uma dinâmica econômica e social.

  • A reestruturação produtiva e da dinâmica urbana e regional permite conceituar o desenvolvimento endógeno como uma interpretação útil para análise e ação (Vasquez Barquero, 1999a).

“A teoria do desenvolvimento endógeno considera que a acumulação de capital e o progresso tecnológico são fatores-chave no crescimento econômico. Esta teoria identifica um caminho para o desenvolvimento auto-sustentado, de caráter endógeno, ao afirmar que os fatores que contribuem para o processo de acumulação de capital geram economias de escala e economias externas e internas, reduzem os custos totais e os custos de transação, favorecendo também as economias de diversidade.

A teoria do desenvolvimento endógeno reconhece, portanto, a existência de rendimentos crescentes no tocante aos fatores acumuláveis, bem como dá ênfase ao papel dos atores econômicos, públicos e privados, nas decisões de investimento e localização.

Os Determinantes do Desenvolvimento Endógeno

[p. 19] - Na visão de Barquero, o desenvolvimento econômico ocorre em consequência da utilização do potencial e do excedente gerado localmente e, eventualmente, pela atração de recursos externos, assim como pela incorporação das economias externas ocultas nos processos produtivos. Para neutralizar as tendências ao estado estacionário, é preciso ativar os fatores determinantes dos processos de acumulação de capital, a saber:

  • A criação e difusão de inovações no sistema produtivo;
  • A organização flexível da produção;
  • A geração de economias de aglomeração e de economias de diversidade;
  • O fortalecimento das instituições.

Flexibilidade e Complexidade Institucional

Inovação e Difusão do Conhecimento Organização Flexível da Produção

Desenvolvimento Urbano do Território

Processos de acumulação de capital

A difusão das inovações e do conhecimento

[p. 19] - O desenvolvimento econômico e a dinâmica produtiva dependem da introdução e difusão das inovações e do conhecimento, que impulsionam a transformação e a renovação do sistema produtivo, uma vez que, em última análise, a acumulação de capital se traduz por acumulação de tecnologia e de conhecimento. Para que isso seja possível, é preciso que os atores integrantes do sistema produtivo local tomem as decisões adequadas em matéria de investimentos em tecnologia e organização (Maillat, 1995a; Freeman, Soete, 1997).

É reconhecido que os processos de crescimento e de mudança estrutural ocorrem em consequência da introdução de inovações no sistema produtivo, portanto, mediante decisões de investimento.

[p. 20] - “[...] Na ótica do desenvolvimento competitivo das economias, as inovações e as novaas tecnologias não surgem fora do sistema econômico, sendo, isso sim, endógenas ao sistema produtivo, à economia e à própria sociedade como bem reconhece o informe da OECD (Technology, 1992) sobre tecnologia e sociedade.

[p. 20] - Para Schumpeter (1934) a inovação está relacionada à produção de novos bens, a introdução de novos métodos de produção e a criação de novas formas de organização ou de abertura de novos mercados para produtos ou fatores.

A teoria de desenvolvimento endógeno é diferente das propostas de Schumpeter, porque na teoria de desenvolvimento endógeno estão inclusos como melhorias tanto as inovações radicais como a s incrementais (mudanças na engenharia dos produtos, nos métodos e nas organizações).

É o entorno que condiciona os processos de difusão das inovações e do conhecimento. Esse entorno pode ser caracterizado pelo sistema de empresas, instituições, atores econômicos e sociais que investem em tecnologia e em conhecimento a fim de melhorar sua rentabilidade e posicionamento competitivo.

[p. 21] - “Para Rosegger (1996), a introdução e difusão de inovações e do conhecimento reforça a competitividade e a rentabilidade das empresas e dos sistemas produtivos.

A incorporação de inovações permite que sejam criadas unidades de maior tamanho e construídas plantas de menor dimensão, economicamente mais eficientes, com o que resultam fortalecidas as economias internas de escala. Além disso, as inovações possibilitam definir e seguir estratégias destinadas a expandir o alcance das operaçõs das empresas, seja mediante a integração horizontal ou vertical, seja através da ampliação do leque de produtos e da diferenciação da produção.”

De toda maneira, a introdução e difusão das inovações e do conhecimento melhora o “estoque” de conhecimentos tecnológicos de uma indústria ou de um sistema produtivo, o que cria economias externas às empresas, das quais todas acabam se beneficiando.

A Organização Flexível da Produção

[p. 21] - “Um dos fatores centrais que condiciona o processo de acumulação de capital é a organização dos sistemas produtivos, como ficou evidenciado na Alemanha, Itália e Espanha. A questão não está no fato de o sistema produtivo de uma localidade ou território ser ou não formado por firmas grandes ou pequenas e sim na organização do sistema produtivo local.  A organização do entorno, no qual se estabelecem as relações entre empresas, provedores e clientes, condiciona a produtividade e a competitividade das economias locais.”

Os sistemas de empresas locais permitem manter rendimentos crescentes quando as relações e a interação entre as empresas propiciam a utilização das economias de escala ocultas nos sistemas produtivos e nos centros urbanos, o que constitui um dos potenciais do desenvolvimento econômico local.

[p. 22] - A ideia do funcionamento dos sistemas produtivos locais é facilitar a troca de produtos, serviços, informações e conhecimentos

  • O MATERIAL DE JOSÉ ELI DA VEIGA É SOBRE DESENVOLVIMENTO ENDÓGENO

A formação de redes entre as empresas caracteriza os sistemas produtivos locais, sobretudo com acordos e alianças estratégias entre as mesmas, denotando importância no caso das indústrias inovadoras de eletrônica e telecomunicações, e as atividades de serviços, como o transporte e o sistema financeiro. Essas alianças são formadas para o desenvolvimento de projetos específicos, que envolvem produtos, processos de produção ou mercados, fortalecendo a competitividade das empresas e expandindo seus rendimentos, de modo que as economias locais ganhem posições competitivas e ampliem sua renda. Com o s sistemas de empresas e as alianças estratégicas, abre-se a possibilidade de redução dos custos de transação entre as empresas e entre os departamentos das mesmas.

[p. 23] - Esse tipo de organização contribui para que as empresas desfrutem de economias externas e internas e façam uso das indivisibilidades ocultas do sistema produtivo, o que certamente contribui para os processos de crescimento econômico e mudança estrutural.

Desenvolvimento Urbano do Território

[p. 23] - Nas cidades é que são tomadas as decisões de investimento e de localização da indústria e dos serviços. O potencial de desenvolvimento das cidades lhes dá condições de responder aos desafios colocados pelo aumento da competitividade, vinculando os processos de ajuste produtivo e organizacional à utilização dos recursos próprios, à difusão das inovações e ao fortalecimento das relações com outras cidades.

Baseada no processo de aprendizagem e de aquisição de conhecimentos realizados pelos atores, bem como do estabelecimento de redes e da cooperação entre os mesmos.

  • O importante e representativo de uma cidade não é o seu tamanho e sim as funções que desempenha no sistema de cidades.

[p. 23] -  A cidade e o sistema produtivo local participam de um processo comum (Vasquez Barquero, 1999b). As decisões de investimento no sistema produtivo e na cidade tendem a favorecer a convergência entre desenvolvimento produtivo e desenvolvimento urbano quando os atores econômicos e sociais interagem e quando criam os novos espaços para os seus relacionamentos, para a produção de bens e para as trocas.

[p. 23-24] - Todavia, em qualquer circunstância, a cidade é o espaço por excelência do desenvolvimento endógeno: gera externalidades que contribuem para o aparecimento de rendimentos crescentes; conta com um sistema produtivo diversificado, que favorece a dinâmica econômica; é um espaço de redes, no qual as relações entre atores contribuem para a difusão do conhecimento; e estimula os processos de inovação e de aprendizagem das empresas (Quigley, 1998; Glasser, 1998).

[p. 24] - As cidades são o território onde se criam e desenvolvem os novos espaços industriais e de serviços, devido às potencialidades de desenvolvimento e à capacidade de gerar externalidades.

[escrevendo em SANTA MARIA]

Flexibilidade e Complexidade Institucional

[p. 24] - Os processos de desenvolvimento tem suas raízes na cultura e instituições (Lewiss, 1955; North, 1981; 1994).

[p. 24] - Para haver desenvolvimento econômico é necessário que haja atores na sociedade que promovam a cultura, e nisso envolve formas e mecanismos próprios. De acordo com Barquero, “o desenvolvimento econômico resulta fortalecido nos territórios que contam com um sistema institucional evoluído e complexo. Que se manifesta em densas redes de relações que envolvem empresas, instituições de ensino e de pesquisa, associações de empresários, sindicatos e governos locais, assim as empresas podem utilizar com maior eficiência os recursos disponíveis e melhorar sua competitividade.

[p. 24-25] - Para Barquero, as barreiras ao desenvolvimento aparecem em razão das carências e do mau funcionamento da rede institucional, que colocam obstáculos aos processos de desenvolvimento auto-sustentado.

Sobre a política de desenvolvimento endógeno

Qual é o papel do Estado nos processos de desenvolvimento endógeno? 

Uma das características que definem os processos de globalização é a redução da presença do Estado na atividade econômica, a privatização das atividades produtivas de caráter público e a diminuição do papel das políticas redistributivas, industriais e regionais.

[p. 25] - A partir dos anos 80, houve uma reestruturação dos sistemas produtivos a partir de mudanças organizacionais, tecnológicas, produtivas e comerciais a fim de tornar mais competitivas.

Isso foi uma política de desenvolvimento local (Stöhr, 1990; Vasquez Barquero, 1990).

[p. 26] - Os estudos sobre a política de desenvolvimento local [...] demonstram que a resposta local ao aumento da concorrência passa pela formulação e aplicação de uma estratégia de desenvolvimento. Que deve ser instrumentada através de ações que procurem realizar os objetivos de aumento da produtividade e da competitividade do sistema produtivo, de melhoria da distribuição da renda e de conservação dos recursos naturais e do patrimônio histórico e cultural.

[p. 26] - “[...] De fato, um dos eixos principais das políticas de desenvolvimento local reside na difusão das inovações de algumas iniciativas associadas a territórios com dinâmicas produtivas e níveis de desenvolvimento muito diferentes. [...]”

O Efeito H do Desenvolvimento Endógeno

[p. 29] - “O processo de globalização implica o aumento da concorrência nos mercados e situa a discussão acerca do crescimento e da mudança estrutural na esfera da dinãmica da acumualção de capital. [...] O desenvolvimento endógeno é uma interpretação útil para entender a dinâmica econômica e produtiva e para definir e materializar as respostas das organizações e instituiçõeas aos desafios da competitividade.

[p. 29] - “A teoria do desenvolvimento endógeno, diferentemente do proposto pelos modelos neoclássicos, sustenta que cada fator e o conjunto de fatores determinantes da acumulação de capital criam um entorno no qual tomam forma os processos de transformação e de desenvolvimento das economias. A teoria do desenvolvimento endógeno é um instrumento para ação porque viabiliza o desenvolvimento local de forma eficiente como uma resposta local aos desafios da globalização.

Flexibilidade e Complexidade Institucional

Inovações e difusão do conhecimento Políticas Organização Flexível da Produção

Desenvolvimento Urbano do Território

[p. 33] - “Em resumo, o desenvolvimento endógeno é uma interpretação que permite explicar os processos de acumulação de capital e identificar os mecanismos que contribuem para o aumento da produtividade e competitividade de cidades e regiões. 

Sendo, o desenvolvimento endógeno uma interpretação voltada para a ação,

O desenvolvimento de formas alternativas de gestão econômica para o  desenvolvimento econômico.

Desenvolvimento endógeno

O desenvolvimento endógeno foi uma das mudanças mais importantes na teoria do desenvolvimento econômico

A formação do paradigma do desenvolvimento endógeno

[p. 38] - 

1 - Uma linha de caráter teórico nasceu da tentativa de encontrar uma noção de desenvolvimento que levasse em conta os efeitos da atuação pública na evolução das localidades e regiões atrasadas. (Friedman, Douglas, 1978; Stöhr, 1987; 1985).

2 - A outra liunha tem um caráter empírico e surgiu em decorrência da interpretação dos processos de desenvolvimento industrial em localidades e regiões do sul da Europa (autores).

[p. 39] - O desenvolvimento endógeno é considerado “de baixo para cima” como uma reação à insatisfação provocada  pelo esgotamento do modelo de desenvolvimento “a partir de fora” proposto nos anos 60-70. Segundo Aydalot (1985), trata-se de uma abordagem voluntarista (utópica) do desenvolvimento que envolve a busca de um novo paradigma articulado em torno de três grandes questões: 

1 - O conceito de desenvolvimento;

2 - os mecanismos que favorecem os processos de desenvolvimento, e;

3 - As formas mais eficazes de atuação dos atores econômicos e sociais.

[p. 39] - “O desenvolvimento endógeno propõe-se a atender às necessidades e demandas da população local através da participação ativa da comunidade envolvida. [...] No qual o objetivo é buscar o bem-estar econômico, social e cultural da comunidade local em seu conjunto.

Além de influenciar os aspectos produtivos (agrícolas, industriais e de serviços). A estratégia de desenvolvimento procura também atuar sobre as dimensões sociais e culturais que afetam o bem-estar da sociedade. [...]

[p. 39] - Consiste em um enfoque territorial do desenvolvimento e do funcionamento do sistema produtivo. O território é um agente de transformação e não mero suporte dos recursos e atividades econômicas. Uma vez que há interação entre as empresas e os demais atores, que se organizam para desenvolver a economia e a sociedade.

[Os espaços públicos de compartilhamento em prol das inteligências múltiplas]

“ O ponto de partida para uma comunidade territorial reside no conjunto de recursos (econômicos, humanos, institucionais e culturais) formadores de seu potencial de desenvolvimento.

Para Barquero, nas economias locais, podem ser identificados, por exemplo, elementos como a estrutura produtiva, mercado de trabalho, capacidade empresarial, conhecimento tecnológico, recursos naturais, infra-estrutura, sistema social e político, tradição e cultura, em torno dos quais se articulam os processos de crescimento econômico e mudança estrutural.

[p. 39] - O desenvolvimento endógeno é uma estratégia para a ação. A fim de que as comunidades locais tenham uma identidade própria, que as leve a tomarem iniciativas que visem assegurar o seu desenvolvimento.

A proposta é que essas comunidades tenham capacidade organizacional, de modo que possam liderar o próprio processo e mobilizar seu potencial. Isso seria o desenvolvimento endógeno.

[p. 40] - Os processos de industrialização endógena são caracterizados pela produção de bens, em geral produtos industriais, que são transformados através da organização flexível da produção e da utilização intensiva do trabalho.

Os processos de industrialização endógena caracterizam-se pelo fato de a integração do sistema produtivo na sociedade local dar-se através das empresas. Que, por um lado, estão objetivamente condicionadas a cooperar entre si, por conta da forma de especialização adotada pelo sistema produtivo local e pelo fato de seu reduzido tamanho forçar a cooperação para atingir as economias de escala necessárias para manter sua competitividade.

[p. 41] - D’Arcy e Giussani (1996) rotulam este tipo de desenvolvimento como utópico por não funcionar na realidade.

“Em suma, o desenvolvimento endógeno pode ser visto como um processo de crescimento econômico e de mudança estrutural, liderado pela comunidade local ao utilizar seu potencial de desenvolvimento, que leva à melhoria do nível de vida da população. Arocena (1995) acrescenta que se trata de um processo no qual o social se integra ao econômico. A distribuição de renda e riqueza e o crescimento econômico são dois processos que não ocorrem paralelamente. Na verdade, só adquirem uma dinâmica comum pelo fato de os atores públicos e privados tomarem decisões de investimento que visam elevar a produtividade e a competitividade das empresas, solucionar os problemas locais e aumentar o bem-estar da sociedade.”

[p. 42] - Três dimensões podem ser identificadas nos processos de desenvolvimento endógeno: Uma econômica, caracterizada por um sistema específico de produção capaz de assegurar aos empresários locais o uso eficiente dos fatores produtivos e a melhoria dos níveis de produtividade que lhes garantem competitividade; Uma outra sociocultural, na qual os atores econômicos e sociais se integram às instituições locais e formam um denso sistema de relações, que incorpora os valores da sociedade ao processo de desenvolvimento; e uma terceira, que é política e se materializa em iniciativas locais, possibilitando a criação de um entorno local que incentiva a produção e favorece o desenvolvimento sustentável.

A competitividade dos sistemas produtivos locais 

[p. 42] - Para Barquero, o principal fator de competitividade dos sistemas produtivos locais é a organização da produção. Essa organização dentro da empresa; quanto fora, nas relações externas: a fim de reduzir os custos de transação.

Sistemas produtivos locais: introduzir e adotar inovações e tecnologias. 

Adaptações incorporadas por trabalhadores e técnicos, com base em pequenas mudanças e transformações que aumentam a produtividade.

A interação nos sistemas de produção local

A dinâmica da relação entre empresas, fornecedores e clientes.

A Aprendizagem e Inovação

[p. 46] - “O desenvolvimento econômico e a dinâmica produtiva dependem da introdução e difusão de inovações, que impulsionam a transformação e a renovação do sistema produtivo local. [...] 

Os atores que formam o milieu devem tomar as decisões adequadas sobre investimentos em tecnologia e organização.

[p. 46] - “Nos sistemas produtivos locais, sobretudo naqueles especializados em atividades tradicionais (como têxtil, vestuário, calçados, produtos de madeira e produtos metálicos_), o processo de inovação está limitado à incorporação de bens de capital, de bens intermediários e de matérias-primas originárias de empresas de outros setores (PAVITT, 1984).

[p. 47] - “A difusão de tecnologia nos sistemas produtivos locais é, sem dúvida, um processo lento, ainda que permanente, que costuma se propagar de forma hierárquica por toda a rede de empresas do distrito.”

Desenvolvimento, cultura e sociedade

[p. 47-48] - “O desenvolvimento endógeno ocorre em uma sociedade organizada, cujas formas de organização e cultura condicionam os processos de mudança estrutural e que, por sua vez, respondem às condições do processo de desenvolvimento. É por tal razão que os estudos realizados sobre os sistemas produtivos locais atribuem um valor estratégico ao componente sociocultural do desenvolvimento endógeno. (Fuà, 1983; Vasquez Barquero, 1988).

[p. 48] - “Os mecanismos de funcionamento das economias locais somente podem ser explicados pela forte relação que se estabelece entre empresa, cultura e território nos sistemas produtivos locais. Por vezes, a ideia de pertencer a uma comunidade local diferenciada está tão fortemente arraigada que se sobrepõe ao sentimento de classe, o que altera as relações industriais, interferindo nos conflitos sociais e limitando-os.

As cidades, espaço do desenvolvimento

[p. 49] - O desenvolvimento endógeno é um processo de crescimento e de mudança estrutural no qual a organização do sistema produtivo, a rede de relações entre atores e atividades, a dinâmica de aprendizagem e o sistema sociocultural são determinantes no processo de mudança. 

Na perspectiva do desenvolvimento endógeno, todo espaço econômico aparece com uma configuração própria, que foi sendo definida pelos sucessivos sistemas produtivos, pelas mudanças tecnológicas e organizacionais por que passaram empresas e instituições, bem como pelas transformações no sistema de relações sociais e institucionais.

—-

[p. 49] - A dimensão territorial é um importante aspecto do desenvolvimento endógeno; para processos organizacionais e tecnológicos.

  • [p. 50] A história do local e como se configuram as relações.
    • O emaranhado de interesses de uma comunidade territorial e o território é o meio.

O desenvolvimento é um processo que adquire seu significado no território. Nas sociedades organizadas o “sistema de cidades” articula o território.

As cidades médias são os locais preferidos dos Sistemas Produtivos Locais. Nesses locais é possível diminuir os custos de transação entre empresas e organizações locais.

Segundo Cappelin, o modelo urbano policêntrico, é como uma armadura urbana que tende a funcionar sob a forma de rede.

  • Os recursos externos para o desenvolvimento endógeno

Qual o papel desempenhado pelas pequenas e médias empresas na organização da produção dos sistemas locais de empresas?

Qual a relevância dos recursos locais nos processos produtivos?

[p. 51] - O crescimento econômico visa a formação de sistemas de empresas - de redes de empresas - que permitam obter economias de escala e de escopo e reduzir o custo de transação.

O que define efetivamente os processos de desenvolvimento endógeno é a capacidade da comunidade local de controlar as mudanças ocorridas em uma localidade ou região.

Dessa forma o território não se mostra um receptor passivo das ações das grandes empresas e das organizações externas, posto que, ao contar com uma estratégia própria, está em condições de influenciar a dinâmica econômica local.

“As empresas inovadoras sentem-se atraídas por uma localização que oferece recursos e infraestrutura de qualidade, que conta com um sistema produtivo (e uma sociedade) e cujo sistema de empresas é capaz de gerar economias externas de escala, bem como produzir bens e serviços em condições de competitividade crescente. #Cooperação e competitividade

  • A política de desenvolvimento local.

O desenvolvimento endógeno foi proposto pela teoria territorial do desenvolvimento.

[p. 53] - Para impulsionar o desenvolvimento local, as comunidades locais (organizações públicas e privadas, associações de empresários, empresas, sindicatos e governos locais) compreenderam o alcance dos desafios colocados e responderam com iniciativas.

O objetivo dessa união é o desenvolvimento sustentável e duradouro e para se alcançar é importante tratar das dimensões econômica, social e de meio ambiente.

[p. 53] - Na estratégia para promoção do desenvolvimento de territórios as ações devem estar voltadas para a melhoria da infraestrutura para produzir e viver a fim de suprir carências e melhorar os fatores imateriais do desenvolvimento (aprendizagem, conhecimento e informação) no fortalecimento da capacidade organizacional do território e no uso adequado dos recursos não-renováveis.

Para um bom funcionamento da economia local é imprescindível a utilização de instrumentos adequados como forma de tratamento específico para eliminar obstáculos quanto ao desenvolvimento.

  • Difundir inovações;
  • Aumentar a capacidade empresarial;
  • Qualificar o capital humano;
  • Flexibilizar o sistema produtivo;
  • Formação e o desenvolvimento das redes e relações entre os atores e atividades;
  • Conservação dos recursos naturais;
  • Recuperação do patrimônio histórico e cultural.

A organização e administração da estratégia de desenvolvimento endógeno é o grande diferencial visto que a política de desenvolvimento endógeno trabalha com uma gestão descentralizada operada pelas organizações intermediárias que prestam serviços às empresas e organizações.

Pois as políticas regionais tradicionais estavam ao cargo da administração do estado. Essas políticas eram realizadas através do apoio financeiro direto às empresas que preenchiam os requisitos fixados pelas leis de incentivo.

  • Desenvolvimento endógeno, um conceito controverso

[p. 54] - A teoria do desenvolvimento endógeno deriva da análise dos processos de industrialização local.

O desenvolvimento endógeno é um paradigma. E se apresenta como uma estratégia viável em um mundo em que a reestruturação e a globalização transformaram as coordenadas do desenvolvimento.

[p. 54] - Amin e Robins (1990) e Harrison (1994) baseiam seus argumentos na incapacidade de o modelo responder às mudanças sociais e institucionais do mercado.

[p. 54] - Os distritos industriais seriam uma forma de especialização flexível alternativa à empresa fordista.

[p. 54] - “Na verdade, o específico desse modelo está no fato de as formas de organização da produção contribuírem para a utilização flexível dos recursos locais e empresariais - possibilitando fazer uso de economias externas de escala, até então ocultas - e reduzirem os custos de transação.

[p. 55] - O desenvolvimento endógeno é uma teoria caracterizada por incorporar um mecanismo específico de acumulação de capital, baseado em uma lógica de organização, em um sistema de aprendizagem e uma forte integração territorial, que lhe permite manter a própria dinâmica e colocar à disposição das comunidades locais um instrumento para a ação (Vazquez Barquero, 1992).

Capítulo 3 - Sobre as raízes teóricas do desenvolvimento endógeno

O processo de industrialização endógena está associado ao conceito de desenvolvimento endógeno.

A dinâmica econômica das cidades e regiões cujos crescimento e mudança estrutural se organizam em torno da expansão das atividades industriais e que, para tanto, fazem uso do potencial de desenvolvimento existente no território (D’arcy, Giussani; 1996; Bianchi, 1998).

Duas abordagens que fazem pesquisas e tem produção teórica no campo da industrialização endógena: 

1 - Os que efetuam a análise a partir da forma assumida pela organização da produção;

2 - E o s que veem a industrialização endógena como um dos caminhos possíveis na evolução de cidades e regiões.

Na (p. 56) dá mais detalhes dos autores da 1 e 2;

  • Principais traços do desenvolvimento econômico local

“O desenvolvimento econômico local pode ser definido como - um processo de crescimento e mudança estrutural que ocorre em razão da transferência de recursos das atividades tradicionais para as modernas, bem como pelo aproveitamento das economias externas e pela introdução de inovações, determinando a elevação do bem-estar da população de uma cidade ou região.”

Quando a comunidade local é capaz de utilizar o potencial de desenvolvimento e liderar o processo de mudança estrutural, pode-se falar em desenvolvimento endógeno.

O território dispõe de recursos econômicos, humanos, institucionais e culturais, bem como de economias de escala não aproveitadas, que formam seu potencial de desenvolvimento.

A criação de riquezas e a melhoria do bem-estar local é garantido pelo uso dos recursos disponíveis e a introdução de inovações.

Aí gera rendimentos crescentes.

A disponibilidade de uma ampla oferta de mão-de-obra, com a qualificação adequada para as tarefas que realiza e apresentando baixo índice de conflitos trabalhistas, somada à capacidade empresarial e organizacional em um meio propício às inovações e à mudança, favorece a acumulação de capital nos sistemas produtivos locais.

Regulação do território com eficiência

  • Proposições em Raízes Teóricas do Desenvolvimento Endógeno

1 - A grande teoria do desenvolvimento e os rendimentos crescentes

 [p. 59] - Proposição 1: Os processos de desenvolvimento endógeno ocorrem como resultado do aproveitamento das externalidades nos sistemas produtivos locais, o que contribui para o surgimento de rendimentos crescentes e, portanto, para o crescimento econômico.

[p. 60] - Esta proposição vem da teoria neoclássica dos anos 50 e 60 e foi resgatada nos trabalhos seminais de Romer (1986).

[p. 60] - Perroux (1955; 196) produz sobre a teoria dos pólos de crescimento. Onde o elemento central  é a empresa motriz, que com a capacidade inovadora e liderança exerce um efeito impulsionador sobre as demais empresas. As decisões dessa empresa motriz fomentam a difusão das inovações, transmitidas de forma horizontal e vertical pela rede de empresas dependentes.

[p. 61] As empresas dependentes e subcontratadas pela empresa matriz localizam-se em espaço próximo, o que favorece o aparecimento e o aumento das economias externas de escala.

O pólo é um mecanismo que contribui para a difusão de inovações, favorecendo o crescimento econômico e explicando a concentração da atividade produtiva.

O importante não é o tamanho da empresa, mas a existência de um sistema de empresas capazes de manter intensas trocas e relações mútuas (Becattini, 1997).

2 - A Teoria do Crescimento Dualista e a Acumulação de Capital

Proposição 2: O desenvolvimento endógeno refere-se a processos de acumulação de capital que ocorrem em função da atração de recursos das atividades tradicionais para as mais modernas e do uso de excedentes gerados no processo produtivo.

Remonta ao pensamento clássico e é assimilada pela teoria do crescimento dualista através de Lewis (1954; 1958) e de Fei e Ranis (1961; 1974).

[p. 62] - Parte do pressuposto de que existe uma oferta ilimitada de mão-de-obra no nível do salário vigente no setor moderno (setor industrial), o qual é supostamente superior ao setor tradicional (agrícola), mantido no nível de subsistência.

[p. 62] - Para Fei e Ranis (anos 60 e 70), passar da agricultura para a indústria era promoção do desenvolvimento.

A transferência da mão de obra disponível no setor de subsistência para o setor moderno.

Baseado na macroeconomia neoclássica: capital (K), tecnologia (A) e trabalhadores (L); a acumulação de capital é o que move.

[p. 65] - “A teoria do desenvolvimento endógeno coincide com a do crescimento dualista ao assinalar a existência de uma cultura protoindustrial, baseada em atividades artesanais e comerciais e na disponibilidade de poupança originária das atividades agrícolas e comerciais.

[p. 65] - A teoria do desenvolvimento endógeno destaca a importância da presença de capacidade empresarial em âmbito local. Pequenos empresários que surgem quando há condições favoráveis no entorno local têm origem nas atividades comerciais, na imigração e nas atividades agrícolas desenvolvidas sob condições de posse da terra que contribuem para o surgimento da cultura empresarial.

[p. 65] - Então a acumulação de capital (K) e a mudança tecnológica (A) dinamizam o processo de crescimento e transformam de forma estrutural a economia local.

A teoria do desenvolvimento endógeno se aproveita de baixos salários. E utiliza trabalho flexível, como o trabalho a domicílio, o temporário e o informal, emprega mulheres (É uma teoria dos anos 60 e 70). Difunde o cooperativismo para manter relativamente baixos os custos do trabalho.

3 - A Teoria da Dependência e o Controle Local do Desenvolvimento.

Proposição 3: O desenvolvimento endógeno caracteriza-se pela utilização do potencial de desenvolvimento existente no território, graças à iniciativa dos atores locais ou, no mínimo, processa-se sob seu controle.

A iniciativa dos atores locais, quando eles controlam mais seus processos, promove o desenvolvimento endógeno.

[p. 66] - A teoria da dependência [cacetada de autores] concebe o sistema econômico internacional como resultado de um processo histórico em que as economias (e os grupos sociais) foram se formando e integrando à medida que se dá o processo de acumulação de capital.  Os países, regiões e cidades se incorporaram de forma hierárquica formando centro e periferia do sistema.

As economias periféricas têm como característica a dependência e isto torna difícil o crescimento de forma autônoma e sustentável. Porque o desenvolvimento industrial depende da importação e adaptação da tecnologia criada.

A teoria da dependência parte de uma interpretação cuja argumentação nega a possibilidade de desenvolvimento local endógeno.

[p. 67] - Para os globalistas, a globalização estimulou a centralização e a concentração do capital e dos mercados. Porque as pequenas e médias empresas seguem sob o controle tecnológico e comercial das grandes firmas.

O ponto central do conflito entre as duas visões reside no papel atribuído às forças sociais que lideram os processos de transformação econômica.

 [p. 68] - A dependência tecnológica pressupõe uma importante restrição aos processos de desenvolvimento das economias periféricas.

[p. 69] - Em comum, a teoria da dependência e a do desenvolvimento endógeno estão de acordo ao considerarem que cada território tem uma trajetória econômica própria e que nem todos os territórios se comportam, sempre, de modo inovador.

Para que os sistemas produtivos locais sejam inovadores, é preciso quue se mostrem capazes de introduzir e desenvolver novos paradigmas no sistema produtivo local. Para tanto, deve o sistema de empresas comportar-se de forma criativa e fazer uso de sua capacidade de aprendizagem, situação para a qual poucos territórios se revelam capacitados.

4 - A Teoria Territorial do desenvolvimento e as iniciativas locais

Proposição 4: O desenvolvimento endógeno refere-se a processos de transformação econômica e social que ocorrem em função da resposta das cidades e regiões aos desafios colocados pela competitividade, com os atores locais adotando estratégias e iniciativas destinadas a argumentar o bem-estar da sociedade local.

[p. 70] - Ideia central da política de desenvolvimento endógeno: A dinâmica e a transformação da economia local devem estar, necessariamente, associadas às forças de mudança existentes na própria comunidade local.

A teoria territorial do desenvolvimento [autores] baseia-se na ideia de que cada território é o resultado de uma história, ao longo da qual foi sendo configurado o entorno institucional, econômico e organizacional, o que lhe proporciona uma identidade e possibilita dar respostas estratégicas aos desafios da globalização..

A transferência das competências às comunidades locais facilita o desenvolvimento econômico das cidades e regiões.

[p. 70-71] - Os territórios devem assumir uma atitude ativa aos processos de desenvolvimento,  por conta de seus investimentos e da participação da população na formulação das políticas de desenvolvimento.

Nas duas teorias (territorial e do desenvolvimento endógeno) uma rede de atores do desenvolvimento se preocupam em manter e defender a integridade e os interesses territoriais nos processo de mudança estrutural.

Processo de desenvolvimento econômico local:

  • Organização da produção;
  • Capacidade empresarial;
  • Conhecimentos tecnológicos;
  • Recursos naturais;
  • Infraestrutura;
  • Sistema social, político e institucional;
  • Tradição e cultura.

De acordo com Friedmann e Douglas (1978), o objetivo das economias sociais passa pela satisfação das necessidades básicas das comunidades locais, mediante o desenvolvimento auto centrado e a promoção das suas próprias capacidades.

Esses autores sugerem a criação de economias locais, com um mercado próprio, que sejam independentes do sistema produtivo de exportação (característico de boa parte das economias dos países em desenvolvimento) e que integrem o desenvolvimento rural com o urbano, o campo com a cidade.

  • A auto organização é fundamental
  • A complexidade do desenvolvimento endógeno;

Anos 50, 60 e 70 paradigmas da teoria do desenvolvimento econômico

Referência Bibliográfica

BARQUERO, Antonio Vázquez. Desenvolvimento Endógeno em Tempos de Globalização. Fundação de Economia e Estatística. Porto Alegre. 2001.

Recursos de mídia
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Autor

Thiago Santos da Silva
Criado em 25/06/2022
Atualizado em 29/06/2022
Idioma: Português
Afiliação
Kalki Produções
Tipo do Documento
Recurso Educacional
Público-alvo
  • Ensino Superior
Tipo de Inteligência
  1. Intelligence type interpersonal
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